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SÃO PAULO - O governo britânico vai injetar 37 bilhões de libras do dinheiro dos contribuintes nos bancos Lloyds TSB, HBOS e Royal Bank of Scotland (RBS). A medida equivale a uma nacionalização parcial das entidades.

O Barclays, por sua vez, pretende levantar 6,5 bilhões de libras sem ajuda do governo.

Concretamente, o RBS aumentará sua liquidez em 20 bilhões de libras e deixará o Tesouro britânico passar a ser seu principal acionista, com uma participação de 60%. O Lloyds e o HBOS optaram por uma solução mista, de recursos públicos e a busca de capital entre investidores privados. Aliás, esses dois bancos avisaram que estão renegociando a união de suas operações, com redução do número de ações do Lloyds que os acionistas do HBOS vão receber.

Como parte do plano de resgate, o RBS comunicou a saída de seu executivo-chefe, Fred Goodwin, que será substituído por Stephen Hester, chefe do British Land. O presidente do RBS, Tom McKillop, irá se aposentar.

Na avaliação do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, a ajuda do governo "não tem precedentes" e é "essencial para todos". Classificou de "excessivos" os altos riscos que as instituições financeiras assumiram visando a obter lucro, sem muitas vezes contar com o capital adequado.

Neste momento de incerteza, disse Brown, o objetivo é que os bancos britânicos sejam fortes e "tenham capital como qualquer outro no mundo". O premiê deixou claro ainda que a ajuda promovida não implica que o governo será um investidor permanente nos bancos. "O governo não será um investidor permanente. Com o tempo, temos a intenção de eliminar todos esses investimentos de forma ordenada", declarou insistindo que a iniciativa tomada pela administração britânica visa estabilizar o mercado financeiro.

Brown esclareceu ainda a suspensão do pagamento de dividendos.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

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