SÃO PAULO - Depois das 250 bilhões de libras (US$ 367,5 bilhões) direcionadas pelo primeiro-ministro Gordon Brown em outubro para socorrer o sistema financeiro britânico, o Banco da Inglaterra anunciou nesta segunda-feira novas medidas envolvendo mais 100 bilhões de libras (US$ 147 bilhões) para aumentar a liquidez e estimular o crédito na economia do país. Segundo nota do Departamento do Tesouro britânico, além de dar garantias aos débitos dos bancos e permitir que aqueles com dificuldades façam seguros contra perdas futuras com seus ativos mais arriscados, as novas iniciativas do governo darão liberdade para o Banco da Inglaterra atuar diretamente nestas instituições.

O Banco da Inglaterra também terá o direito de adicionar liquidez às instituições financeiras comprando seus ativos. "O plano de Facilidade de Compra de Ativos irá promover uma importante ferramenta adicional para melhorar as condições financeiras da economia", afirmou o diretor do Banco da Inglaterra, Mervyn King, em nota.

A taxa básica de juro do Reino Unido já está em 1,5%, a menor taxa da história, desde a fundação deste sistema, em 1694. Mesmo assim, as instituições financeiras não têm respondido à queda no custo do dinheiro, como mostra o número de empréstimos concedidos pelos bancos em novembro, que foi o menor em dez anos.

Hoje, o governo britânico também anunciou que vai aumentar sua parcela do Royal Bank of Scotland, convertendo 5 bilhões de libras (US$ 7,4 bilhões) de ações preferenciais para ações ordinárias. A notícia veio depois que o banco anunciou a estimativa de um prejuízo de 28 bilhões de libras (US$ 41 bilhões) em 2008, o que seria a maior perda já registrada por uma instituição financeira britânica.

Todas estas medidas são uma tentativa de conter os efeitos da crise financeira global sobre a economia do Reino Unido, que no terceiro trimestre de 2008 apresentou contração de 0,6%, enquanto no segundo ficou estagnada.

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