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Governo boliviano diz ter tudo pronto para nacionalizar elétricas

La Paz - O presidente da Bolívia, Evo Morales, tem tudo pronto para nacionalizar as empresas de geração e distribuição de energia, setor atualmente controlado por companhias francesas, espanholas, britânicas e bolivianas, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira.

EFE |

Porém, o chefe de Estado disse que buscará mais informações sobre o setor elétrico antes de decidir entra na "batalha" pela nacionalização dessas companhias.

"Quero mais informações para nacionalizar ou não o setor elétrico. Será outra batalha que é preciso travar", disse Morales num discurso pronunciado na cidade andina de Oruro.

Morales declarou que a nacionalização do setor permitirá a geração de "milhares de watts" de energia, que poderão até ser exportados.

"Um especialista me disse: 'Vocês vocês vendendo energia podem ganhar mais dinheiro do que com os hidrocarbonetos'. Isso está em nossas mãos", disse o presidente no discurso.

Morales também reconheceu que o país precisa de investidores para poder concretizar esses planos. Mas disse que buscará "sócios", e "não donos", para a construção de hidroelétricas voltadas para a exportação.

Nesta segunda-feira, o novo ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Óscar Coca, recebeu das mãos de seu antecessor, Saúl Ávalos, "a estratégia para a nacionalização das geradoras e distribuidoras de energia que pertenciam à (estatal) Empresa Nacional de Eletricidade (Ende)".

Em 1995, no marco de um processo de privatização, a Ende foi dividida em várias empresas, vendidas parcial ou integralmente a multinacionais que, desde então, controlam grande parte da geração, da transmissão e da distribuição de energia no país.

Essa privatização aconteceu durante o primeiro governo de Gonzalo Sánchez de Lozada (Movimento Nacionalista Revolucionário, MNR, direita).

Duas das maiores geradoras de energia no país são a Corani, que tem 50% de seu capital controlado pela Ecoenergy International, subsidiária da francesa GDF Suez, e a Guaracachi, na qual a britânica Rurelec PLC também tem 50% de participação.

Outra empresa com capital estrangeiro que pode ser afetada pela nacionalização do setor é a Transportadora de Eletricidade, cuja matriz é Rede Elétrica da Espanha (REE).

"O governo tem a firme decisão de recuperar de novo tanto a geração como a transmissão (de energia) aos bolivianos. A estratégia está elaborada e foi oportunamente trabalhada e entregue ao presidente da República", disse Ávalos nesta segunda.

Por sua vez, o novo ministro de Hidrocarbonetos e Energia disse que analisará a documentação entregue por seu antecessor e que antes do fim de semana voltará a falar sobre o assunto.

No começo do ano, Morales ratificou sua intenção de concretizar a nacionalização dos setores elétrico e ferroviário, apesar de ter admitido que faltavam recursos para estes processos.

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