Bruxelas, 13 nov (EFE).- O ministro das Finanças da Bélgica, Didier Reynders, afirmou hoje que o Governo espera uma proposta do grupo bancário franco-belga Dexia sobre sua filial americana FSA, afetada pela crise das hipotecas de alto risco, mas não revelou se concederá à entidade uma garantia estatal.

Reynders fez essas declarações ao término de uma reunião extraordinária na qual o premier belga, Yves Leterme, e seus vice primeiros-ministros avaliaram a situação das entidades belgas afetadas pela crise e discutiram uma solução para FSA.

O ministro das Finanças assegurou que os contatos com a Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), que deve autorizar os planos de ajuda pública aos bancos, marcham "de maneira positiva", segundo informa a agência de notícias "Belga".

O diário econômico "L'eco" afirma em sua edição digital que a FSA receberá uma garantia do Estado para facilitar sua eventual cessão, enquanto a cadeia flamenga "VRT" estima o valor em 18 bilhões de euros.

A operação, que contaria com participação dos Governos de Bélgica e França, pode ser anunciada amanhã, antes da abertura dos mercados, segundo a imprensa.

O Dexia confirmou há poucos dias que procura um comprador para uma parte de sua filial americana, para reduzir o risco específico que representa para o grupo.

Segundo o periódico flamengo "De Tijd", os investidores multimilionários americanos Warren Buffett e Wilbur Ross poderiam ter interesse em comprar a totalidade ou uma parte do FSA.

Após Bélgica, França e Luxemburgo injetarem 6,4 bilhões de euros no Dexia em setembro para assegurar sua solvência, Leterme indicou que ainda era necessário solucionar o problema da filial americana, de modo a evitar que "pese demais sobre o grupo". EFE rja/rr

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