Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Governo avalia ampliar crédito de investimento do Pronaf

Brasília, 10 - Além das medidas adicionais para a agricultura empresarial, que pede a liberação de até R$ 10 bilhões ainda este ano, o governo avalia a possibilidade de ampliar para os empréstimos de investimento do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) e a adoção de um instrumento de proteção contra possíveis quedas de preços dos grãos no período de comercialização. Atualmente esse benefício só vale para os empréstimos do Pronaf para custeio das lavouras.

Agência Estado |

Na prática, o mecanismo permite dar um desconto para pagamento do financiamento correspondente à diferença entre o preço de mercado do produto e um valor estabelecido pelo governo.

O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniram Sanches Peraci, explicou que a idéia é evitar que um possível recuo de preços dos grãos no período da colheita impeça o pagamento das parcelas de investimento da agricultura familiar.

Para viabilizar o mecanismo, será criado um "indexador" para os empréstimos de investimento do Pronaf, ou seja, a equivalência em produto. O valor financiado será dividido por um preço que será definido pelo governo para cada produto. "O agricultor vai saber, no momento do financiamento, qual é o volume de produto necessário para pagar a dívida. Se o preço cair, ele terá um desconto", afirmou.

No caso do milho, por exemplo, a referência pode ser R$ 18 por saca de 60 quilos. "Se no ano que vem o preço do milho cair a R$ 15, o governo paga a diferença de R$ 3 por saca", explicou.

A mudança está sendo discutida com a área econômica do governo, que, segundo o secretário, já percebeu a importância da adoção desse mecanismo. "A idéia é dar estabilidade para o produtor. Se o futuro (dos preços) é incerto, nós estamos dizendo, no momento da contratação do financiamento, quanto o produtor deve", contou.

A regra beneficia uma das principais bandeiras do Mais Alimentos, o plano de safra da agricultura familiar. O plano instituiu uma linha de até R$ 100 mil para compra de máquinas e tratores. O juro é de 2% ao ano e prazo máximo para pagamento é de dez. O agricultor familiar pode começar a pagar o financiamento em até três anos.

Investimento

Apesar de não ter dados sobre as vendas de máquinas para o setor, Peraci disse que há uma preocupação quanto à disposição dos agricultores familiares em investir em meio à crise financeira mundial. "O produtor se pergunta: como é que eu vou assumir uma dívida para o ano que vem se todo mundo está falando que vai ter problema de preço?", contou Peraci. "O produtor fica acanhado de assumir uma dívida para o ano que vem. O produtor quer dar as condições de estabilidade para que o produtor faça o negócio", disse.

Ele disse ainda que um mecanismo criado em 2006 garante os recursos para a agricultura familiar, apesar da forte demanda de grandes e médios produtores por recursos oficiais, movimento que ganhou força com a restrição do crédito oferecido pelas tradings. A maior pressão é para os recursos da chamada exigibilidade bancária. "Nós carimbamos em 2005 que dos 25% dos depósitos à vista que precisam ser aplicados em crédito rural, 8% precisam ser aplicados nas linhas de crédito do Pronaf", afirmou. A partir de janeiro do ano que vem, esse porcentual vai subir para 10%, como já definiu o Conselho Monetário Nacional (CMN).

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG