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Governo austríaco aprova privatização do grupo Austrian Airlines

Viena, 12 ago (EFE) - O Governo austríaco encarregou hoje a agência de investimentos e privatizações OIAG de iniciar o processo de venda de 42,75% das ações do grupo Austrian Airlines (AUA) que ainda continuam nas mãos do Estado.

EFE |

O Conselho de Ministros tomou esta decisão hoje, depois que a OIAG anunciou na semana passada a intenção de privatizar totalmente o grupo AUA, formado pela Austrian Airlines, pela Lauda Air e pela Austrian Arrows, que perdeu nos primeiros seis meses do ano 48,7 milhões de euros.

O Governo estabeleceu que o processo de venda deve ser concluído antes do fim do ano, ampliando assim o prazo inicial de outubro para encontrar comprador para o pacote de títulos estatais.

Na semana passada, o Partido Social-Democrata (SPO) e o democrata-cristão OVP, aliados do Governo de coalizão em Viena, concordaram em que a folha de venda inclua a criação de uma minoria de bloqueio de 25% das ações mais um título, que deverá ficar nas mãos de uma empresa austríaca.

A intenção dessa condição é assegurar que a sede social da empresa permaneça em Viena e que o aeroporto da capital austríaca não fique relegado a segundo plano como operador regional, atrás dos de Zurique e de Munique.

Caso não consiga um comprador nacional, a OIAG manterá a minoria de bloqueio.

A AUA se desenvolveu nos últimos anos como especialista em vôos para o Leste Europeu e dispõe hoje da mais ampla rede de conexões para esta parte do continente, o que fortaleceu a posição de Viena como sede regional de várias multinacionais.

A companhia tem uma frota de 100 aviões e emprega oito mil pessoas.

Entre as empresas que mostraram interesse em adquirir a companhia aérea austríaca estão a alemã Lufthansa, a chinesa Air China e a Air France-KLM.

O site da radiotelevisão austríaca "ORF" cita hoje uma informação do jornal alemão "Wirtschaftswoche" que afirma que a situação econômica da AUA não é tão ruim quanto a apresentada.

Segundo a "ORF", a situação financeira da companhia havia sido "dramatizada" para acelerar sua venda antes das eleições que serão realizadas na Áustria em 28 de setembro. EFE as/fh/db

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