Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Governo argentino reivindicará US$ 1,763 bilhão de exportadores de grãos

BUENOS AIRES - O Governo argentino reivindicará US$ 1,763 bilhão aos exportadores de grãos por ter registrado para venda cereais e oleaginosas que ainda não tinham em seu poder, enquanto estuda medidas para recuperar a popularidade após a derrota sofrida na disputa com o campo, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Segundo o jornal "Página/12", os exportadores teriam registrado os cereais para envios ao exterior em outubro, antes do aumento dos impostos sobre as exportações de grãos, apesar de não terem nos depósitos os grãos declarados, manobra que permitiu a eles colocarem esses produtos com imposto menor do que deveriam pagar.

O Governo tem na mira multinacionais como Cargill, Bunge e Nidera e grandes empresas locais no setor de grãos e derivados como Aceitera General Deheza e Vicentín.

De acordo com o "Página/12", a investigação da Administração Federal de Receitas Públicas (Afip, em espanhol) poderia derivar em "denúncias penais por evasão e apropriação indevida de tributos".

A investigação analisou a atividade de 57 empresas, que em 1.316 declarações juradas registraram vendas futuras de 24,5 milhões de toneladas de grãos.

Desse total, 89% das declarações juradas de vendas para o exterior não estavam respaldadas pela posse ou aquisição de grãos.

Além disso, a imprensa local informa que medidas para melhorar a receita dos argentinos e propostas no Gabinete são algumas das estratégias estudadas pelo Governo argentino para se recuperar da derrota sofrida na disputa com o setor rural.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, se trancou este final de semana na residência oficial nos arredores de Buenos Aires para refletir, depois de voltar atrás na sexta-feira quanto ao polêmico sistema tributário que há quatro meses gerou um conflito sem precedentes com o setor agropecuário.

Com a imagem prejudicada em pouco menos de sete meses, o Governo de Cristina estuda um conjunto de medidas para se recompor, que inclui o aumento do salário mínimo.

Também planeja enviar ao Parlamento projetos para dar mobilidade e atualizar as aposentadorias e para subir a linha de isenção do imposto de renda.

Essas medidas buscam reativar a economia através do consumo, que esfriou com o crescimento do conflito com o campo.

O Governo também analisa mudanças no Gabinete de ministros.

Segundo os jornais "Clarín", "Perfil" e "La Nación", o candidato mais provável a sair é o chefe de Gabinete, Alberto Fernández.

Leia tudo sobre: argentina

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG