Buenos Aires, 4 out (EFE) - O Governo argentino afirmou que, em breve, lançará um plano agropecuário no qual trabalha há pouco tempo, enquanto hoje se completa o segundo dia de uma greve comercial das patronais rurais para pedir soluções para o setor. A declaração foi feita pelo secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação, Carlos Cheppi, que avaliou que não há muito apoio à medida de força, que durará seis dias e é a quinta realizada pelos produtores agrários neste ano. Por sua vez, Eduardo Buzzi, presidente da Federação Agrária, uma das entidades que organizaram o protesto, afirmou que a greve não vai afetar a sociedade e garantiu que não vai além da próxima quarta-feira. Esta ação não pode provocar que as estradas sejam bloqueadas, que faltem alimentos e que haja insegurança, disse o dirigente, que, em declarações à Radio Mitre, afirmou que a greve tem mais a ver com simbolismo do que com afetar a sociedade. Desde sexta-feira, os trabalhadores rurais não enviam gado bovino aos mercados nem grãos às indústrias ou aos portos de exportação, em uma tentativa de pressionar o Governo em uma das principais fontes de arrecadação tributária: a venda de matérias-primas ao exterior. A greve representa o retorno aos protestos agropecuários após uma trégua obtida em julho, depois que o Parlamento rejeitou o esquema de impostos móveis às exportações de grãos que originou a briga com o Executivo em março. Apesar de, desde então, os ...

No entanto, Buzzi considerou que as reuniões mantidas recentemente com as autoridades governamentais "foram absolutamente improdutivas".

Hoje continuaram sendo realizadas assembléias de agricultores e criadores de gado ao longo de várias rotas, e em uma localidade do centro do país houve uma concentração de tratores. Para a próxima semana, foram programados protestos em Buenos Aires. EFE hd/db

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