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Governo apressa nacionalização da Aerolíneas Argentinas, diz imprensa

Buenos Aires, 11 jul (EFE).- O Governo argentino enviará nos próximos dias ao Parlamento um projeto de lei para nacionalizar a Aerolíneas Argentinas, controlada pelo grupo espanhol Marsans, afirmam hoje os principais jornais de Buenos Aires.

EFE |

"O que até agora era uma presunção começou a se transformar em certeza: o Governo tem a intenção política de que o processo de intervenção nas companhias aéreas iniciado na quinta-feira termine em uma nacionalização", assegura o jornal "La Nación".

O periódico, que cita fontes oficiais, informa que o Governo "parece ter abandonado a idéia de que um grupo local ingresse na companhia como acionista" e agora está decidido a "nacionalizar 100% das ações".

Na mesma linha se pronuncia o jornal econômico "Ámbito Financiero", que indica que o projeto de nacionalização se baseará no "descumprimento de vários artigos do Código de Aeronáutica" por parte da Marsans.

O jornal adianta que o ex-juiz Javier Fernández Moores é quem tem maiores possibilidades de ser nomeado interventor da linha aérea pelo juiz comercial Jorge Sicoli.

O Governo e os sindicatos da Aerolíneas Argentinas pediram na quinta-feira a intervenção judicial da companhia para Sicoli, que convocou para terça-feira uma audiência entre representantes da Marsans e do Estado argentino, acionista minoritário e principal credor da empresa.

O pedido, que inicialmente tinha como objetivo liberar o pagamento dos salários de junho, se concretizou horas antes que Julio Alak, um dos representantes do Estado no diretório da companhia, anunciou que o Governo assumiria as remunerações não pagas.

Em comunicado divulgado quinta-feira à noite, Alak disse que o Governo fará hoje um "desembolso extraordinário" de 50 milhões de pesos (US$ 16,4 milhões) para pagar os salários e assegurar a continuidade das operações da Aerolíneas Argentinas e da Austral, subsidiária da empresa para vôos locais.

Os sindicatos denunciam há meses que a Aerolíneas Argentinas e a Austral têm paralisada boa parte da frota por falta de manutenção, ao que se somam dívidas e conflitos trabalhistas. EFE cw/db

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