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Governo antecipa criação de órgão de defesa da indústria

As perspectivas de que a redução do consumo e do crescimento econômico nos Estados Unidos e na Europa resultem numa avalanche de produtos asiáticos no Brasil anteciparam para hoje o lançamento da Coordenação-Geral de Defesa da Indústria (CGDI) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), planejada apenas para 2009. Na realidade sabemos que com o aumento da crise há uma tendência de alguns importadores e empresas estrangeiras a tentar diminuir custos por meio de fraudes.

Agência Estado |

Isso é universal. A idéia é receber a denúncia da indústria e fazer o diagnóstico", disse o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

A criação do órgão foi anunciada hoje na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e vai centralizar, analisar e encaminhar as denúncias de fraude no comércio internacional a mais de 40 órgãos, entre eles a Receita Federal, Polícia Federal, Departamento de Comércio Exterior (Decom), Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A idéia é orientar e dar respostas rápidas aos pleitos dos empresários.

Frente a essa ameaça e à possibilidade de que países comecem a adotar atitudes protecionistas para proteger sua indústria local, a Fiesp teme uma enxurrada de produtos chineses no País e pretende intensificar ações para defender a indústria brasileira e impedir práticas desleais que incluem descaminho, pirataria, dumping e contrabando, entre outras.

"Já estão vindo, vão vir, mas vamos segurar na fronteira, dentro do aparato legal. Sem dúvida hoje a China é o maior perigo, mas não o único. Existem outros asiáticos e mesmo latino-americanos que podem estar dentro do mesmo problema. Se não tem mais mercado nos EUA, na Europa, vão tentar vender para o Brasil, um país populoso, grande e em que o mercado interno ainda está quente. A tendência é vender para cá", afirmou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca.

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