BRASÍLIA (Reuters) - A diretoria do Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovaram nesta quarta-feira medidas que ampliam, na prática, em quase 90 bilhões de reais o volume de recursos que os bancos poderão oferecer em empréstimos no próximo ano sem alterar seus níveis de patrimônio. O governo reduziu a exigência de capital dos bancos para fazer frente ao risco de não receber parte de seus créditos tributários --especificamente os créditos oriundos de registros de despesas que ainda não são dedutíveis para fins tributários.

A medida amplia em cerca de 88 bilhões de reais a capacidade dos bancos emprestarem no próximo ano.

Em outra decisão, o CMN ampliou o volume de recursos que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pode destinar à compra de carteiras.

Foi elevado de 20 para 50 por cento do patrimônio líquido do FGC o limite para aquisição de "direitos creditórios de instituições financeiras e de sociedades de arrendamento mercantil e para aplicação em depósitos a prazo, em letras de arrendamento mercantil e em letras de câmbio de aceite de associadas quando lastreados em direitos creditórios", segundo nota divulgada pelo BC.

O limite anterior, de 20 por cento, só podia ser aplicado na aquisição de direitos creditórios.

No final de novembro, o patrimônio líquido do FGC era de 18 bilhões de reais.

(Por Isabel Versiani)

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