BRASÍLIA (Reuters) - O governo anunciou nesta terça-feira mais medidas para aliviar os efeitos da crise internacional de crédito sobre o Brasil. O Banco Central reduziu a alíquota do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista de 45 para 42 por cento. O impacto da decisão, que será sentido a partir do dia 29, é de 3,6 bilhões de reais, segundo a assessoria da autoridade monetária.

Em outra frente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu em reunião extraordinária elevar, temporariamente, o percentual que os bancos precisam direcionar para crédito rural.

O CMN aumentou de 25 para 30 por cento a exigibilidade de aplicação em crédito rural das instituições financeiras com recursos obrigatórios, entre 1o de novembro deste ano e 30 de junho de 2009. Em nota, o Ministério da Fazenda informou que o impacto é de 5,5 bilhões de reais, corrigindo informação dada inicialmente pelo Banco Central, segundo a qual o impacto seria de 4,5 bilhões de reais.

O ministério informou ainda que a redução do compulsório sobre os depósitos à vista também será temporária e deixará de valer em 30 de junho.

Além desses destinos obrigatórios (compulsório e crédito rural), 2 por cento dos depósitos à vista são direcionados para microcrédito e 5 por cento referem-se à alíquota adicional de compulsório. Com isso, 21 por cento ficam livres.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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