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Governo americano não descarta concordatas

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, deixou aberta a possibilidade de que o governo facilite um pedido de concordata da General Motors e da Chrysler. Eu não fecharia a porta a essa opção, afirmou Gibbs, quando indagado se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, consideraria um pedido de concordata apoiado pelo governo feito por uma das montadoras.

Agência Estado |

Gibbs acrescentou que o governo estuda várias opções para reestruturar a indústria automobilística. Ele deu as declarações antes da entrega pela GM e a Chrysler, na noite de ontem, do plano detalhado de reestruturação que ambas pretendem promover para se tornarem viáveis no mercado.

"Obviamente, existem diferentes caminhos que podem ser escolhidos e estamos ansiosos para ver que tipo de detalhes de reestruturação cada uma das montadoras elaborou em conjunto com seus detentores de bônus e funcionários", afirmou Gibbs. Os planos descrevem como a GM e a Chrysler estão usando os empréstimos já liberados pelo governo para reestruturar e garantir sua viabilidade no longo prazo.

Os rumores de concordata derrubaram ontem as ações da GM na Bolsa de Nova York, que fecharam em queda de 12,8%, a US$ 2,18, enquanto o índice Dow Jones recuou 3,79%.

SEM ACORDO
A GM informou ontem que ainda não conseguiu fechar acordos importantes com o sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística dos Estados Unidos (o UAW) nem com detentores de bônus para reduzir os custos trabalhistas e enxugar uma dívida de US$ 47 bilhões. As negociações entre as partes deverão prosseguir.

Já o UAW informou no fim da tarde que aceitou um acordo prévio sobre mudanças contratuais com as três grandes montadoras, para ajudá-las a concorrer com as estrangeiras que operam no país.

As partes ainda estão em negociação quanto a obrigações com o plano de saúde de aposentados. "As mudanças vão ajudar essas companhias a enfrentar o clima econômico extraordinariamente difícil em que operam", afirmou o presidente do UAW, Ron Gettelfinger, que não deu detalhes sobre os termos acordados.

Em comunicado divulgado na tarde de ontem, Joe Hinrichs, vice-presidente da Ford Motor para produção global e relações trabalhistas, afirmou que o acordo com o UAW "vai ajudar a Ford a operar durante a atual crise econômica sem ter de pedir um empréstimo-ponte do governo dos EUA".

A Ford não pediu ajuda, mas também sofre com a queda das vendas dos últimos meses. Hinrichs disse que o acordo com o UAW inclui mudanças em cláusulas sobre custos trabalhistas, benefícios e práticas operacionais que permitirão à Ford atingir paridade de concorrência com as montadoras estrangeiras que operam nos EUA.

No fim de semana, a Casa Branca pressionou a GM e a Chrysler, por meio de declarações do principal conselheiro do presidente Barack Obama, David Axelrod sobre a urgência de reestruturações substanciais, com mais concessões por parte das montadoras.

O governo Obama também mudou de opinião sobre a nomeação de um único representante federal para cuidar do setor automotivo, preferindo uma equipe de especialistas que será conduzida pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, ao lado do conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Summers.

A GM decidiu esperar até o último minuto do prazo para entrega de seus planos de reestruturação às autoridades. O limite era até as 20h de Brasília. A Chrysler entregou seu projeto cerca de meia hora antes. O prazo foi fixado no fim de 2008, quando o governo concedeu US$ 9,4 bilhões à GM e US$ 4 bilhões à Chrysler. Os dois gigantes foram intimados a apresentar um plano detalhado até 31 de março e um relatório parcial até ontem.

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