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Governo americano comprará hipotecas direto dos bancos

Washington, 13 out (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram hoje que comprarão hipotecas diretamente dos bancos, disse hoje Neel Kashkari, diretor interino do plano de resgate para salvar a economia americana.

EFE |

Ele acrescentou que a empresa que gerenciará os recursos será escolhida nos próximos dias.

Kashkari anunciou a medida no discurso em que deu detalhes do pacote de US$ 700 bilhões aprovado recentemente pelo Congresso dos EUA para devolver estabilidade ao sistema financeiro.

Em seu primeiro discurso público sobre o programa, Kashkari destacou que o Departamento do Tesouro americano prepara ações em várias frentes para "ajudar instituições financeiras de todos os tamanhos a se fortalecerem e a proporcionarem o financiamento, que é crucial para a economia".

Entre as medidas anunciadas, está a compra de hipotecas diretamente dos bancos, particularmente das instituições financeiras regionais, onde esses empréstimos têm peso especial, explicou Kashkari.

Essa operação se acrescenta à aquisição já anunciada de títulos negociados no mercado financeiro que usam hipotecas como garantia e a compra de ações de bancos.

Kashkari disse que o Tesouro deve tomar uma decisão "nos próximos dias" sobre que empresa administrará os recursos do programa.

De imediato, anunciou a incorporação à equipe do Tesouro de Tom Bloom, ex-diretor financeiro do Departamento de Comércio americano, que ocupará o mesmo cargo para o programa de resgate.

Jonathan Fiechter, subdiretor do departamento de assuntos monetários e de capitais do Fundo Monetário Internacional (FMI), será o supervisor de risco do programa, indicou Kashkari.

Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, será o presidente do comitê que supervisionará todas as operações.

"Normalmente demoraria meses ou inclusive anos para se conseguir um programa tão grande e complexo como este. Não temos meses nem anos", declarou Kashkari, que acrescentou que o Tesouro pretende aplicá-lo "o mais rápido possível". EFE cma/wr/jp

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