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Governo alemão pede esforço nacional para enfrentar crise

Berlim, 14 dez (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, reunida hoje em Berlim com cerca de 30 pesos pesados da economia e das finanças na Alemanha, pediu a realização de um esforço nacional para enfrentar a crise econômica.

EFE |

Antes de iniciar esta "cúpula de crise", como a batizou a imprensa alemã, da qual não sairão propostas concretas, mas apenas uma análise da situação, Merkel pediu que todos assumam "conjuntamente as responsabilidades", já que o Governo não pode reativar a economia sozinho, disse.

O vice-chanceler, Frank-Walter Steinmeier, também defendeu uma ação arrumada, "com força, mas também com a cabeça", disse o social-democrata.

A chanceler, que tinha convocado para hoje representantes de economia e finanças a fim de analisar as medidas adotadas contra a crise, falou sobre "os meses difíceis" que estão por vir e qualificou esta reunião de "ponto de partida" para uma ação arrumada.

Além de vários ministros de seu gabinete, estiveram presentes os presidentes do banco emissor Bundesbank, Axel Weber, do Deutsche Bank, Josef Ackermann, da Deutsche Telekom, René Obermann, do grupo industrial da Siemens, Peter Löscher, e o chefe do Conselho Assessor de Economistas do Governo, Bert Rürup.

Segundo alguns analistas afirmam, o Governo já trabalha em um segundo pacote de medidas anticrise avaliado em 30 bilhões de euros, que viriam a se somar aos 32 bilhões já aprovados para infra-estruturas e incentivos durante os próximos dois anos.

No entanto, antes do final de janeiro ou do início de fevereiro de 2009 Merkel não tornará público este suposto "plano B", à espera que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, assuma o cargo.

Neste sentido, a chanceler anunciou que se reunirá nesta quinta-feira com os governadores das regiões alemãs para refletir sobre a possibilidade de acelerar os investimentos em infra-estruturas.

Merkel rejeitou mudanças imediatas no primeiro plano para amortecer os efeitos da crise, e que muitos dentro e fora da Alemanha tacharam de modesto demais vindo da primeira economia da eurozona.

Por sua vez, Steinmeier destacou hoje que cada euro que o Governo investir em 2009 terá que estar encaminhado para criar ou conservar empregos.

"Este não pode ser o ano das demissões", disse antes da reunião, e chamou as empresas a conservar seus empregados o maior tempo possível.

O plano B, que a revista "Wirstchaftswoche" dá como certo, contemplaria incentivos econômicos para que as pequenas e médias empresas não sofram os rigores fiscais com a inflação e as altas salariais.

Também avaliaria um corte das cotas à seguridade social a fim de aliviar o bolso do contribuinte e fomentar o consumo e um segundo programa de infra-estruturas, assim como a emissão de bônus de consumo para a população de baixa renda.

Os sindicatos alemães reivindicaram na semana passada um plano de ajuda econômica de 100 bilhões de euros para os dois próximos anos - mais que triplo do previsto pelo executivo até o momento - como instrumento para atenuar a crise. EFE umj/ab/jp

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