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Governo alemão aprova ajudas econômicas para estimular economia

Berlim, 5 jan (EFE).- O Governo alemão aprovou hoje um pacote de ajudas econômicas de até 35 bilhões de euros para reativar a economia diante da crise financeira internacional.

EFE |

O objetivo deste programa, que a chanceler Angela Merkel não quis descrever como um "programa conjuntural", mas como um pacote de ajudas "pontuais", é incentivar as empresas a investir mais e, assim, salvar empregos.

O Governo espera que o programa mobilize investimentos de até 50 bilhões de euros, entre programas estatais e atividades de empresas privadas, e garanta até 1 milhão de postos de trabalho.

Um dos pontos centrais consiste em dotar de 15 bilhões de euro adicionais o Banco de Crédito para a Reconstrução e o Desenvolvimento (KFW), fundos que se destinarão a elevar o volume de créditos para as pequenas e médias empresas.

O KFW obterá, além disso, 3 bilhões de euros adicionais para seus programas de fomento da infra-estrutura em municípios com problemas financeiros estruturais.

Outro 1 bilhão de euros se destinará nos dois próximos anos a projetos de tráfego e de estradas que, em princípio, estavam previstos para mais adiante, mas que foram adiantados como medida de reativação econômica.

Um dos pontos mais controvertidos deste programa é o que contempla liberar do imposto de circulação durante um período máximo de dois anos todos aqueles que comprarem agora um carro novo.

Estas isenções fiscais serão de um ano para os automóveis convencionais e de dois anos para os carros com baixos índices de emissões de poluentes.

A medida foi criticada, tanto porque não favorece unicamente os automóveis ecológicos, como por sua personalidade mais simbólica do que real; nenhum analista acredita que, em tempos de crise, alguém vá comprar um carro pelo mero fato de se eximir durante um tempo tão limitado do imposto de circulação.

Igualmente controvertida é a decisão de duplicar a 1.200 euros o total dedutível das faturas dos trabalhos de consertos domésticos, ou seja, de eletricistas, pedreiros, pintores ou encanadores.

Entre as medidas de fomento ecológico figura a de elevar em 3 bilhões de euros os incentivos fiscais para reforma de edifícios que sirvam para elevar a eficiência energética.

Com o objetivo de salvar postos de trabalho, o programa contempla, além disso, ampliar de 12 a 18 meses o período de ajudas estatais às empresas que têm que reduzir jornada, seja por fatores sazonais ou por problemas econômicos. EFE ih/jp

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