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BRASÍLIA - A criação de uma nova estatal para gerir os recursos da reserva petrolífera do pré-sal é uma tendência, a julgar pelo noticiário, disse hoje o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Ele ressaltou, porém, que o governo ainda está na fase inicial das discussões sobre a forma de administração e a destinação das futuras receitas dessas reservas. Uma nova reunião da comissão interministerial do pré-sal deve ocorrer ainda esta semana, disse o ministro.

Miguel Jorge opinou ainda que o governo pode adotar o modelo de fundo soberano criado pela Noruega, destinado a poupar receitas excedentes de petróleo. Mas tornou a ponderar que tudo ainda está indefinido e que haverá muitos debates.

Segundo o ministro, na reunião de hoje da comissão interministerial do pré-sal, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, fez uma longa exposição sobre 12 tipos de fundos soberanos criados por outros países, associados a receitas de petróleo ou de matérias-primas, como o cobre no caso do Chile.

Todos eles são como jabuticabas, comentou Miguel Jorge. Um é diferente do outro porque houve razões diferentes para suas criações.

O fundo soberano mais detalhado por Machado foi o da Noruega, baseado em receitas petrolíferas. Mas Miguel Jorge apenas acenou com a possibilidade de adoção do modelo norueguês, respondendo que o Brasil pode se espelhar nos contornos desse fundo soberano para preservar as riquezas ainda imensuráveis da reserva do pré-sal.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)