RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério de Minas e Energia adiou pela quinta vez, de 30 de julho para 14 de agosto, o leilão de energia de reserva a partir da biomassa de cana-de-açúcar. Segundo o ministério, o objetivo é dar maior prazo para os investidores elaborarem seus projetos. Mais tarde nesta quinta-feira, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, informou que a mudança ocorreu devido à alteração no preço-teto do leilão. Atendendo aos pleitos dos usineiros e dada a importância do leilão para dar segurança ao setor, decidimos ajustar o preço, disse Tolmasquim a jornalistas após a entrega do 10o prêmio da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee).

Segundo o executivo, o preço estava estipulado em 56 megawatts/hora e agora será de 61 reais megawatts/hora.

'Com isso esperamos atrair mais geradores para a disputa e o preço pode cair', completou ele.

O adiamento do leilão de reserva é o segundo anunciado pelo governo esta semana. O leilão de projetos novos de geração de energia com entrega prevista para 2011 foi transferido de 12 para 19 de agosto na quarta-feira.

O leilão de reserva funciona como um seguro que as distribuidoras de energia contratam para colocar no sistema quando há descompasso entre demanda e oferta prevista.

De acordo com Tolmasquim, em declaração feita no início do mês, já havia mais de 7,8 mil megawatts inscritos para o leilão pelas usinas de álcool e açúcar que vão oferecer a energia gerada com o bagaço da cana. Desse total, ressaltou, nem todos serão habilitados.

Na época, ele avaliou que a bioeletricidade, que hoje contribui com 2 mil megawatts no Sistema Integrado nacional (SIN), iria no mínimo dobrar de peso na matriz energética brasileira depois do leilão de reserva.

(Reportagem de Denise Luna)

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