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Governadores farão texto favorável à reforma, diz Wagner

BRASÍLIA -O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), afirmou nesta quinta-feira que, com o consenso obtido até agora para a votação da reforma tributária, ela deveria ser votada ainda este ano. Segundo ele, se os Estados não pensarem no médio e longo prazos, a reforma nunca será feita.

Agência Estado |

Jacques Wagner informou que ficou acertado, durante a reunião dos governadores do Norte e Nordeste com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que será redigido um texto favorável à reforma, que será assinado por todos os governadores e distribuído no Congresso.

Wagner acredita que a reforma constrói um sistema tributário do qual "todo mundo ganhará". Segundo ele, o atual sistema garantiu a desigualdade para o Nordeste. Ele disse acreditar na promessa do governo de que todos os Estados serão equalizados pelas eventuais perdas de arrecadação com a reforma. "A guerra fiscal é muito ruim porque cria um sistema de mentira no qual se faz de conta que cobra (impostos) e não se cobra", disse.

O governador afirmou que, embora a Bahia seja um Estado exportador para outros entes da Federação, ele concordou com a alíquota de 2% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na origem.

A governadora do Pará, Ana Júlia, considerou os 2% um valor equilibrado. Segundo ela, a cobrança na origem é importante para o Pará, um dos principais produtores de energia elétrica no País. Ela acredita que, com a entrada em funcionamento da hidrelétrica de Belo Monte, o Pará passará a ser o maior fornecedor de energia do País. "O Pará ganha mais do que perde com a reforma tributária", disse.

Ana Júlia contou que irá conversar com a sua bancada no Congresso, assim como os demais governadores, para dizer que a reforma é positiva para os Estados do Norte e Nordeste e para o País. "Nós achamos que é possível votar já", afirmou.

Ela disse que essa também foi a posição manifestada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Ele (Mantega) acha que talvez nunca se tenha chegado num nível de consenso como o de agora", contou.

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