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Governador de N.York diz que estado está em recessão

Nova York, 30 jul (EFE) - O governador de Nova York, David Paterson, afirmou nesta quarta-feira que a economia do estado entrou oficialmente em recessão, devido, em parte, aos problemas pelos quais passa Wall Street, e anunciou medidas para cortar o gasto público em US$ 1,230 bilhão.

EFE |

"A economia nova-iorquina se deteriorou inclusive mais que o previsto e alcança níveis não vistos desde o período que seguiu aos ataques de 11 de setembro de 2001", disse o escritório de Paterson em comunicado.

O governador, que apresentou hoje a primeira revisão trimestral do orçamento para o ano 2008-09 (que começa em abril), explicou que as contas de Nova York estão sendo seriamente prejudicadas pelos problemas de Wall Street, um setor que, em conjunto, fornece um quinto da receita do estado.

Ele acrescentou que, "pela primeira vez desde 2003, os economistas do estado estão considerando que Nova York entrou oficialmente em recessão" e deu alguns exemplos que, em sua opinião, comprovam a afirmação.

Entre eles, citou que o setor de serviços financeiros não se recuperou da crise das hipotecas de alto risco tão rápido quanto o previsto e Wall Street entrou no que se conhece como "bear market" (grandes quedas nos principais índices).

Além disso, o Indymac protagonizou "a pior queda de um banco em um quarto de século", segundo Paterson, e as firmas Fannie Mae e Freddie Mac, "o sangue vital do sistema hipotecário" americano, têm dificuldades para evitar uma falência.

O governador acrescentou que a inflação alcançará este ano 4,2% e o crescimento, um "anêmico" 0,8%, o que aumenta a possibilidade de entrar em estagflação (combinação de estagnação econômica e altos preços).

"Com a economia se deteriorando e a receita caindo, mandei as agências do estado adotarem medidas imediatas para reduzir a despesa e controlar a contratação", disse o governador, um dia após se dirigir a todos os nova-iorquinos em uma incomum mensagem televisionada para explicar-lhes a situação.

A revisão exige, entre outros esforços, um corte de US$ 630 milhões (7%) no gasto do exercício 2008-09, o dobro do previsto inicialmente, assim como o congelamento imediato da contratação pública.

Com as duas medidas, era possível reduzir as despesas em US$ 1,23 bilhão, afirma Paterson no relatório, do que se deduz que parte dos problemas orçamentários do estado derivam de uma queda da receita de US$ 615 milhões, fundamentalmente devido à queda da arrecadação pelos impostos de sociedades.

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