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Gordon Brown propõe plano para ressuscitar o sistema bancário

A Grã-Bretanha anunciou nesta quarta-feira um gigantesco plano para ressuscitar o sistema financeiro, no qual figura, entre outros pontos, a nacionalização parcial dos bancos num valor de 50 bilhões de libras, numa virada espetacular de sua estratégia diante da crise mundial.

AFP |

Um dia depois que as ações dos principais bancos britânicos desabaram na bolsa de Londres, o chefe de Governo, Gordon Brown, apresentou ante a Câmara dos Comuns o plano para lutar contra a crise de confiança que abala os mercados.

O plano, que foi anunciado antes da abertura dos mercados, se centra na recapitalização do sistema bancário mediante a compra de ações nos bancos por até 50 bilhões de libras (64 bilhões de euros, 87 bilhões de dólares).

O pacote de três partes também torna disponíveis 200 bilhões de libras em créditos a curto para assegurar a liquidez aos bancos e outros 250 bilhões de libras para garantir os créditos entre os bancos, uma cifra que ainda está sob revisão.

Gordon Brown anunciou ter convidado os outros países da União Européia (UE) a adotar um plano europeu de financiamento do sistema bancário, acrescentando que já havia conversado com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Convidamos outros países europeus a estudar as proposta que fizemos nesta manhã (de quarta-feira) em vista de um plano de financiamento a médio prazo", indicou Brown à imprensa, ao lado do ministro da Economia, Alistair Darling.

Brown participou sábado em Paris de uma cúpula com a França, a Itália e a Alemanha sobre a crise bancária. Estes quatro países elaboraram um catálogo de medidas para enfrentar a crise financeira e assumiram o compromisso formal de apoiar os bancos europeus.

"Estas novas propostas britânicas se referem ao financiamento e também à supervisão do sistema bancário", continuou Brown, sem dar outros detalhes.

Alistair Darling indicou ainda que proporá uma reforma de regulamentação do sistema financeiro, sexta-feira, em reunião em Washington dos ministros das Finanças e banqueiros centrais dos países do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido).

"Precisamos fazer com que o sistema de supervisão corresponda muito mais aos problemas internacionais", declarou Darling.

Estas declarações foram feitas após o anúncio de um amplo plano de resgate bancário pelo governo britânico, que corresponde principalmente a uma nacionalização parcial dos maiores bancos do país.

Este audacioso plano de salvamento dos bancos britânicos visa restabelecer a confiança no sistema financeiro, explicou Brown. "Este período extraordinário implica em medidas audaciosas e ambiciosas que foram anunciadas hoje pelo ministério das Finanças", destacou.

"Nosso programa de estabilização e de reestruturação é completo e é inovador", disse Brown. "Não é hora de moderações convencionais nem de dogmas ultrapassados, mas de uma intervenção inovadora que atinge o coração dos problemas", completou.

O primeiro-ministro explicou que o governo, o Banco da Inglaterra e a autoridade de regulamentação financeira trabalham neste plano há várias semanas.

"Este programa visa restabelecer a confiança no sistema financeiro e, além disso, recolocar o sistema britânico sobre bases mais sólidas, para que possa sustentar o emprego e a prosperidade de toda a economia", continuou.

Alistair Darling, por sua vez, considerou que o plano de resgate britânico é "muito mais completo" que as medidas recentemente anunciadas nos EUA.

"Nossa preocupação é de reforçar os bancos, mais do que simplesmente assumir os ativos podres deles", disse, acrescentando "que as medidas são mais de médio e longo prazo do que de curto prazo".

Logo depois da divulgação, numa ação conjunta com outros grandes bancos centrais, o Banco da Inglaterra (BoE) anunciou um corte da taxa básica de juros de 0,5%, a 4,5%.

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