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Gordon Brown pede mais dinheiro para FMI ajudar países afetados por crise

Londres, 28 out (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou hoje que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve contar com mais dinheiro para ajudar os países afetados pela crise financeira mundial e citou a China e os países do Golfo Pérsico como aqueles que podem fazer as maiores contribuições.

EFE |

"Está claro que a comunidade internacional em seu conjunto deve estar interessada em deter esse contágio para evitar a piora da deterioração econômica global", disse Brown em Londres antes de viajar a Paris para se reunir com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Em declarações em Downing Street, Brown destacou que o FMI disse que dispõe de US$ 250 bilhões, mas reconheceu que essa quantidade "pode não ser suficiente".

Brown disse que são necessários "recursos substanciais adicionais" para apoiar os países que requerem ajuda do FMI.

Após garantir que o Reino Unido não descarta aumentar sua participação no FMI, o primeiro-ministro britânico frisou que, assim como nos anos 1970, são os países com grande superávit os que estão em posição de ajudar mais e por isso serão cobrados para fazê-lo.

"Há um número de países que atualmente podem fazer muito no futuro imediato para garantir que a comunidade internacional tenha recursos suficientes para ajudar os países que atravessam dificuldades", explicou.

Ao ser perguntado a que nações se referia, Brown citou a China e os países petroleiros do Golfo Pérsico como alguns dos que contam com "reservas substanciais".

O primeiro-ministro britânico disse que conversará sobre o assunto durante sua viagem pelo Golfo Pérsico, que começa no sábado e durante a qual visitará Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, países que conseguiram grandes receitas após a recente alta do preço do petróleo.

Brown também planeja conversar por telefone com o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, sobre suas propostas, das quais já tratou com Sarkozy; o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn; e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

O primeiro-ministro britânico acrescentou que Sarkozy e Merkel também estavam examinando propostas similares.

Após se encontrar em Paris com Sarkozy, presidente rotativo da União Européia (UE), Brown receberá Merkel em Londres na quinta-feira.

"Vimos nos últimos dias como a crise econômica se estende a outros países. A países de renda média, a países do Leste Europeu", acrescentou Brown, que também conversou nos últimos dias com o primeiro-ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsány.

Recentemente, o FMI concedeu US$ 2 bilhões à Islândia e outros US$ 16,5 bilhões à Ucrânia para salvar os dois países da quebra, enquanto a Hungria também anunciou que precisará da ajuda da entidade.

Em meados de novembro, líderes mundiais realizarão uma cúpula em Washington sobre a crise financeira internacional. EFE ep/wr/jp

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