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Gordon Brown pede aos países do Golfo que ajudem o FMI

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, lançou um apelo neste domingo em Riad às monarquias petroleiras do Golfo para que ajudem o FMI (Fundo Monetário Internacional), para que este possa socorrer os países vítimas da crise financeira e evitar assim um contágio.

AFP |

Brown iniciou sábado em Riad um giro de quatro dias em três países do Golfo para tentar convencê-los a ajudar o FMI a aumentar seus recursos atuais, que são da ordem de 250 bilhões de dólares, para apoiar as economias de países afetados pela crise financeira mundial.

Para ele, o FMI precisa de várias centenas de bilhões de dólares para ajudar, além dos já anunciados Hungria, Ucrânia e Islândia, outros países em dificuldades. Brown disse que conversou com o diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemão, Angela Merkel, sobre a necessidade de obter ovas contribuições para o FMI, inclusive uma da China.

Em conferência com empresários britânicos e sauditas, Brown destacou que, ajudando o FMI, os países do Golfo estariam se precavendo contra o efeito de um possível contágio da tempestade financeira.

"Acho que é do interesse de todos nós evitar o contágio da crise e restabelecer a confiança no sistema financeiro para o futuro", declarou.

Brown também defendeu uma participação cada vez mais ativa dos países do Golfo no sistema financeiro internacional.

Ele se disse favorável a uma reforma das instituições internacionais para dar a alguns países como a Arábia Saudita, um papel maior. Sendo assim, o premiê britânico considerou que este país tem um "papel crucial a desempenhar na cúpula do G20, dia 15 de novembro, e que sua voz deve ser ouvida.

"Uma nova ordem mundial mais justa e mais estável pode emergir desta atual crise", disse ainda Brown, num café da manhã com empresários, entre eles Mohammed Al-Mahdi, o presidente do gigante petroquímico saudita, SABIC, e Khaled El-Seif da empresa El-Seif Group e o príncipe Mohammed Ben Nawaf, embaixador da Arábia Saudita em Londres.

Brown viaja com o ministro do Comércio, Lord Peter Mandelson, o secretário de Energia, Ed Miliband, e 27 empresários britânicos, num giro de cunho comercial.

A Grã-Bretanha é o segundo investidor estrangeiro na Arábia Saudita e cerca de 20.000 cidadãos britânicos vivem neste reino conservador.

kah/mh/lm

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