O Google, gigante de busca e publicidade na internet, está mostrando um interesse crescente no setor de energia como uma oportunidade de negócio. Desde seu início, a companhia investiu milhões de dólares para tornar mais eficientes seus próprios centros de processamento de dados.

Seu braço filantrópico, o Google.org, fez investimentos de US$ 45 milhões em tecnologias de energias limpas.

Nas últimas semanas, Eric E. Schmidt, o presidente-executivo do Google, tem sugerido um interesse mais amplo em energia. Ele se uniu a Jeffrey Immelt, presidente-executivo da General Electric (GE), para anunciar que as duas empresas vão colaborar em tecnologias para melhorar a rede elétrica.

E, enquanto o Google.org investiu em companhias iniciantes de energia limpa - como a que usa pipas para captar energia eólica -, o Google está analisando investimentos maiores em projetos que efetivamente gerem eletricidade de fontes renováveis. "Queremos ganhar dinheiro, e queremos causar impacto", disse Dan W. Reicher, diretor de mudança climática e energia do Google.org.

O momento pode não ser oportuno. Com a recessão despontando e os preços do petróleo em queda, os investidores poderiam pressionar o Google a reduzir suas ambições em energia limpa. As ações do Google perderam mais da metade de seu valor no último ano, e alguns analistas se queixam de que a companhia tem uma longa história de se meter em novas iniciativas com resultados irregulares.


Mas nada disso dissuadiu o Google de ir mais fundo no novo negócio. A empresa está contratando engenheiros para realizar pesquisas sobre energia renovável, como ex-funcionários da área de energia do governo, cientistas e até um ex-astronauta da Nasa.

"A companhia é um ator de destaque no campo energético", disse Daniel M. Kammen, professor de energia e recursos naturais na Universidade da Califórnia e consultor de energia da campanha de Barack Obama. "O Google está na frente tanto em recursos humanos como em dinheiro."

No ano passado, o Google anunciou seu objetivo de tornar a energia renovável mais barata que o carvão. Anunciou também um projeto para desenvolver veículos híbridos. A companhia está interessada em desenvolver tecnologias para sustentar algumas dessas modernizações, além de outras ferramentas que combinem energia e tecnologia da informação, como medidores elétricos "inteligentes". As informações são do jornal New York Times.

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