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Indústria pode lucrar US$ 34 bi com substituição de importações

A forte valorização de 46% do dólar nos últimos três meses deverá desencadear uma onda de substituição de importações por produtos nacionais. Economistas e representantes do setor produtivo apontam uma redução entre 10% e 20% do volume de importações com o novo patamar do câmbio, acima de R$ 2.

Agência Estado |

David Fischer, vice-presidente de Operações e Vendas Globais Online do Google, que esteve no Brasil em dezembro, garante que, na essência, a companhia não mudou.

"O que mudou foi a forma como tratamos algumas atividades cotidianas", disse o executivo. "Temos consciência de que os próximos meses serão mais desafiadores que um ou dois anos atrás. A coisa responsável a fazer é tomar algumas medidas para garantir que gerenciamos nossos orçamentos responsavelmente. Quando a economia melhorar, temos de estar prontos."

O Google sempre foi conhecido pela falta de pressa em transformar a audiência de seus produtos em receita. Isso está mudando. Produtos como o site de relacionamentos Orkut e o Google Finance, um serviço de informações financeiras, que tinham muito tráfego e nenhuma fonte de receita, começaram a mostrar anúncios.

"Isso não é um resultado direto da situação financeira", afirmou Emily White, diretora de Operações e Vendas Globais Online do Google, que também visitou o Brasil. "Tem a ver com a posição da empresa de estar constantemente inovando e experimentando."

Outros serviços do Google que não alcançaram sucesso de audiência, como o SearchMash, um serviço de busca em que a empresa testava novas fórmulas, e o Lively, uma espécie de mundo virtual, no estilo Second Life, foram encerrados.

"Em qualquer produto, nós buscamos oferecer uma grande experiência para o usuário", disse Fischer. "Gerar receitas vem em segundo lugar. Em produtos como Google Finance, como busca de imagens, como YouTube, começamos a focar mais na geração de receitas e esses anúncios melhoram a experiência do usuário, ao oferecerem conteúdo relevante e útil. Isso é algo que sempre fizemos e que vamos continuar a fazer, mas que atrai mais atenção num momento como este."

A crise atual é a primeira grande turbulência enfrentada pelo Google desde a sua abertura de capital, em 2004. As ações da empresa, que chegaram a valer US$ 741,79 em novembro de 2007, fecharam 2008 valendo menos da metade disso - US$ 307,65.

A mudança de comportamento do Google já começa a ser sentida pelos funcionários: a empresa anunciou corte de empregados terceirizados, reduziu o horário de funcionamento das lanchonetes que oferecem comida grátis e, no lugar dos bônus em dinheiro, que chegavam a US$ 30 mil, deu de presente de fim de ano a seus funcionários um celular G1, da HTC, que roda software do Google e é vendido a US$ 180 pela T-Mobile. Os empregados brasileiros não ganharam o telefone, por questões legais.

Para o Brasil e a América Latina, a expectativa para o mercado de publicidade online ainda é de crescimento, apesar da crise. "Não existe como prever o que vai acontecer na economia global ou do Brasil", disse Fischer. "O que está claro é que esta é uma crise como não vimos talvez em gerações. Respondemos a isso focando o máximo que conseguimos em ajudar nossos clientes e anunciantes a terem sucesso."

Mas, apesar da perspectiva positiva para o Brasil, a filial da empresa no País não quer arriscar. Está distribuindo a seus clientes, que fazem anúncios via internet, um material intitulado "Investindo em tempos de crise". A pasta traz textos que defendem as virtudes da publicidade online.

Antes de trabalhar no Google, David Fischer foi vice-chefe de gabinete do Departamento do Tesouro americano. "Estive lá de 1997 até 2000, quando houve crises financeiras no Brasil, Tailândia, Rússia, Argentina e em outros lugares", disse.

E o que faria se estivesse lá hoje? "Eu procuraria outra pessoa para pedir conselhos. Na minha visão, este é um desafio econômico diferente de tudo que vimos, e que exige uma resposta agressiva e forte."

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

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