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Los Angeles (EUA.), 19 ago (EFE).

- A empresa de informática Google anunciou hoje que investirá US$ 10,25 milhões em tecnologia para produzir energia geotérmica, como parte de seu plano para reduzir os custos de obtenção de eletricidade de fontes renováveis.

A divisão filantrópica da empresa, Google.org, revelou que o investimento terá como objetivo incentivar os sistemas geotérmicos (EGS), pelos quais se obtém vapor para movimentar uma turbina ao passar água por uma zona subterrânea a altas temperaturas.

"Os EGS poderiam ser uma aplicação definitiva para a produção energética no mundo. Têm o potencial de gerar vastas quantidades de energia de forma constante, e podem ser obtidos em quase qualquer lugar do planeta", assegurou Dan Reicher, diretor de Iniciativas de Clima e Energia da Google.org.

Os fundos serão aplicados ao desenvolvimento de instrumentos mais precisos para localizar os recursos geotérmicos, ferramentas para obter mais informação sobre os EGS e incluir a energia geotérmica na agenda política.

Um estudo recente do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) revelou que somente 2% do calor existente sob os Estados Unidos a uma profundidade de entre 3 e 10 quilômetros cobriria em mais de 2.500 vezes a necessidade de consumo energético anual do país.

"Os EGS são críticos para que se produza a revolução de eletricidade limpa que necessitamos para solucionar a crise climática, mas não receberam suficiente atenção. Por isso, estamos pressionando para aumentar o apoio do Governo e o investimento privado", comentou Reicher.

No ano passado, a Google assegurou que planeja gastar milhões de dólares para ajudar a reduzir os custos derivados da produção elétrica de fontes de energias renováveis abaixo do preço das atuais usinas poluentes, para tornar competitiva a energia limpa.

A empresa centrou seu plano nas tecnologias solar, térmica e eólica.

Até o momento, a Google.org já investiu em uma central de energia solar e em outra de energia eólica na Califórnia. EFE fmx/gs