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Google: Com ordem judicial, damos os dados

Carlos Félix Ximenes, diretor da Comunicação da Google, proprietária do Orkut, garante: Com ordem judicial, damos todos os dados que estão conosco: o endereço de IP e o log de acesso (o que o internauta fez no site, com data e hora). Segundo o diretor, vale destacar que não existe mais garantia de anonimato na internet.

Agência Estado |

"As pessoas podem ser responsabilizadas tanto pelo que fazem online, como pelo que fazem offline. A lei é a mesma."

O diretor explicou que a possibilidade de "fechar" o Orkut apenas para acesso de amigos foi uma reação da empresa a pedidos de usuários que queriam maior privacidade e maior proteção contra agressões. "Assim, o usuário tem controle sobre os dados que quer exibir e receber. Minha filha de 15 anos só recebe recado de amigos", diz ele.

A psicóloga A.C.C., de 32 anos, esperou cerca de dois anos para que a Google liberasse à Justiça, na semana passada, as informações sobre o criador de três perfis falsos com fotos dela. Ao mesmo tempo em que está inconformada com a demora e ansiosa para ver um desfecho para o caso, teme a revelação da autoria das ofensas. "Em um dos perfis, havia informações minhas muito particulares, como a revista semanal que assino. É alguém próximo", disse a psicóloga. "Acho que vai ser uma bomba, que vou surtar."

A.C.C. criou um perfil no site em abril de 2006. Um mês depois, soube da criação de outra página, com suas fotos e nome ligeiramente modificado. Ela era apresentada como lésbica e garota de programa. Com a ajuda do advogado Alexandre Atheniense, ela conseguiu que a Justiça mandasse a empresa tirar o perfil falso do ar e fornecer os dados do criador. Só a primeira ordem foi obedecida.

Dois meses depois, foi criado outro perfil falso. "A pessoa só aceitava mulheres como amigas e recebia uns 200 recados por dia. Depois, ela começou a buscar meu amigos", lembra a psicóloga. Pela segunda vez, por ordem judicial, o perfil foi retirado, mas os dados de quem o criou não foram enviados. A terceira página passou pelo mesmo procedimento e, depois, não houve mais nenhum.

"Eu sou de uma cidade pequena. Foi uma bomba. Tinha gente que me parava na rua para comentar: Tô sabendo que você está fazendo programa... Sofri demais", disse A.C.C.. Aos poucos , ela também foi vendo os amigos comentarem o assunto na internet e a mãe ser alvo de piadinhas, feitas por alunos da faculdade onde leciona.

"Agradeço a Deus pelo assunto não ter chegado ao meu trabalho." Segundo ela, apesar de muitos conhecidos saberem do processo judicial, como ela não foi indenizada ainda, a maioria das pessoas não vê com credibilidade sua versão dos fatos. Atualmente, ela mantém o perfil no Orkut, por orientação do advogado, mas sem nenhuma foto. "Tomei trauma. Assim que o processo acabar, a primeira coisa que vou fazer é fechar essa conta. As marcas disso tudo, no entanto, vão ficar para sempre."

Pai de dois filhos, o supervisor de informática Fábio Rocha, de 32 anos, segue à risca a cartilha de educação digital. Para começar, o computador da família, usado pelas filhas de 7 e 14 anos, fica no quarto do casal. Alguns conteúdos impróprios e sites que possam levar a conteúdo pornográfico são bloqueados, e as meninas não podem ficar horas penduradas na internet.

"Mas o principal é conversar. Eu falo sempre para a mais velha que ela não pode citar nosso endereço, nosso telefone ou os lugares aonde vai em sites de relacionamento", disse Rocha. O Orkut é liberado, mas o pai checa diariamente os perfis das meninas para saber o que elas andam fazendo.

"Eu e minha mulher sempre conversamos com elas sobre privacidade e outros cuidados que se deve ter. Não dá para ignorar esse mundo, onde elas passam tanto tempo", explicou. Segundo ele, o colégio onde as meninas estudam também costuma abordar o tema e aconselhar. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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