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SÃO PAULO - O rebaixamento dos ratings soberanos da Grécia e de Portugal pela Standard & Poor´s derrubou as bolsas europeias nesta terça-feira. Em Londres, o FTSE 100 derreteu 2,61%, para 5.

SÃO PAULO - O rebaixamento dos ratings soberanos da Grécia e de Portugal pela Standard & Poor´s derrubou as bolsas europeias nesta terça-feira. Em Londres, o FTSE 100 derreteu 2,61%, para 5.604 pontos; Em Paris, o CAC 40 despencou3,82%, para 3.845 pontos; em Frankfurt, o DAX perdeu 2,73%, para 6.160 pontos. A agência de classificação de risco Standard & Poor´s rebaixou a nota soberana de longo prazo de Portugal de"A+"para"A-". O rating de crédito de curto prazo caiu de"A-1"para"A-2". As notas têm perspectiva negativa, ou seja, é possível que a classificação piore no futuro. A decisão da S & P seguiu a da agência Fitch Ratings, que há um mês também rebaixou a nota da dívida soberana portuguesa, alegando"baixo desempenho significativo na área orçamentária em 2009". Já o rebaixamento da Grécia teve implicações ainda piores porque o país perdeu o grau de investimento pela escala da S & P. O rating de longo prazo caiu de"BBB+"para"BB+". "Nossas hipóteses atualizadas sobre as perspectivas econômicas e fiscais da Grécia nos fizeram concluir que a solvência soberana não é mais compatível com um rating de grau de investimento", diz comunicado da S & P. A perspectiva das notas também é negativa. O"golpe duplo", como está sendo chamado a atitude da S & P, acabou desviando a atenção do mercado dos balanços positivos do primeiro trimestre. O Deutsche Bank trouxe lucro líquido de 1,8 bilhão de euros no primeiro trimestre, superando o montante de um ano antes, quando ganhou 1,2 bilhão de euros. A receita líquida do grupo somou 9 bilhões de euros entre janeiro e março, com ampliação de 24% em relação aos 7,2 bilhões de euros do trimestre inicial de 2009. Mesmo assim, as ações do banco caíram 5,15%, pressionadas pelo cenário externo. Já a Daimler obteve lucro líquido de 612 milhões de euros no primeiro trimestre, revertendo a perda de 1,3 bilhão de euros um ano antes. A receita subiu 13%, para 21,19 bilhões de euros. Foram comercializados 402,700 mil carros e veículos comerciais no mundo nos três meses até março, ou 21% mais do que um ano antes. As ações recuara 3,97%. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)
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