SÃO PAULO - O novo governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), foi empossado hoje na Assembleia Legislativa do Estado. Ele substitui José Serra (PSDB), que deixou o cargo na semana passada para concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro.

SÃO PAULO - O novo governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), foi empossado hoje na Assembleia Legislativa do Estado. Ele substitui José Serra (PSDB), que deixou o cargo na semana passada para concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro. Com elogios e promessas de fidelidade ao correligionário, Goldman afirmou que vai se empenhar para cumprir o mandato de maneira satisfatória durante os nove meses em que permanecerá no cargo, dando sequência ao trabalho do antecessor. "Serão quase nove meses de governo em que tenho a responsabilidade de continuar o trabalho do mais preparado e eficiente homem público que conheci: José Serra. Prossigo com as metas que, por ele e por mim, foram firmadas com a população de São Paulo", disse Goldman durante o discurso de posse. Ao comentar sua trajetória política, o tucano aproveitou para criticar o PT ao lembrar do escândalo de corrupção conhecido como mensalão, deflagrado em 2005. Na época, ele era o líder do PSDB na Câmara dos Deputados. "Aliás, devo admitir: continuo intolerante frente ao mau-caratismo, a mentira, a deslealdade e a corrupção", frisou Goldman, seguindo o discurso da ética feito por Serra ao se despedir do governo paulista. O novo governador ainda garantiu que não irá concorrer a mais um cargo público no pleito deste ano. "Entendo que o meu papel no momento atual é colocar todas as minhas forças para o cumprimento das metas desta administração e contribuir para a eleição dos candidatos do meu partido à Presidência e ao governo do Estado", disse o tucano ao se referir a Serra e ao ex-governador Geraldo Alckmin, respectivamente. Goldman, contudo, salientou que pretende continuar na vida política após o término do mandato, no dia 31 de dezembro. Ele deve ser um dos principais aliados de Serra num eventual governo tucano. "Pretendo continuar na vida política, ajudando meu Estado e o meu país, com a consciência de que posso colocar minha experiência a serviço do povo brasileiro, qualquer que seja a posição e a responsabilidade que eu assumir." Apesar das expectativas, Serra não compareceu à cerimônia de posse de Goldman. Estavam presentes os ex-governadores Orestes Quércia (PMDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembro (DEM), o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), além de parlamentares e secretários estaduais. O PSDB ocupa o governo de São Paulo desde 1995 e tem grandes chances de permanecer à frente do Estado, uma vez que Alckmin concorre ao cargo e lidera com folga as pesquisas de intençãod e voto. Goldman é engenheiro civil e tem 72 anos. Ele cumpriu seis mandatos como deputado federal e dois como estadual. Além disso, foi ministro dos Transportes entre 1992 e 1993 no governo do ex-presidente Itamar Franco (1992-1995). (Fernando Taquari | Valor)
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