Tamanho do texto

A pressão cresce sobre o Goldman Sachs diante da revelação de que o banco de investimentos não informou seus clientes de que já estava sob ameaça de investigação desde julho de 2009. Amanhã, a expectativa do mercado será em ver a reação das ações do Goldman Sachs que, na sexta-feira, já haviam desabado em 12%.

A pressão cresce sobre o Goldman Sachs diante da revelação de que o banco de investimentos não informou seus clientes de que já estava sob ameaça de investigação desde julho de 2009. Amanhã, a expectativa do mercado será em ver a reação das ações do Goldman Sachs que, na sexta-feira, já haviam desabado em 12%.

O que vem chamando a atenção de investidores é de que as autoridades financeiras sequer tentaram fechar um acordo para evitar um processo, o que tem sido o costume dos reguladores por anos. Para muitos, isso revelaria uma nova postura da Security Exchange Comission (SEC, órgão regulador do mercado americano).

Há nove meses, o banco foi informado pela SEC nos Estados Unidos de que um processo poderia ser aberto. Para analistas, o fato de que o Goldman foi "informado", sem dar espaço para uma negociação, mostraria que as autoridades estavam determinadas a adotar uma posição dura contra o banco.

A primeira notificação de que o banco seria investigado foi recebida ainda em julho. O Financial Times revelou que a SEC havia enviado alertas ainda para o Bank of America Merrill Lynch, Barclays, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Morgan Stanley, UBS e, claro, ao Goldman. Tradicionalmente, a SEC tenta chegar a acordos amistosos com bancos que tenham cometido fraude ou desrespeitado regras para evitar processos que podem levar meses e custar milhões de dólares em advogados.

Além da suposta fraude e a pressão agora da Europa, o Goldman sofre a acusação de não ter informado a seus investidores das intenções da SEC. Uma das alegações era de que a informação não afetaria as operações do banco.

Mas a notícia de que o banco já sabia de sua possível investigação e que não repassou o dado aos investidores pode abrir uma nova onda de acusações.

Mesmo assim, executivos do banco se disseram perplexos diante da decisão das autoridades de abrir o processo sem alertas anteriores. O Goldman rejeita as acusações, alegando que perdeu US$ 90 bilhões com a crise.

Hoje, o Goldman deixou claro que o cargo do CEO Lloyd

Blankfein não estava ameaçado. Na terça-feira (20), o banco anuncia seu resultado financeiro do primeiro trimestre, em um evento que promete atrair a atenção dos mercados de todo o mundo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.