Nova York, 16 abr (EFE).- O Goldman Sachs assegurou hoje que as acusações da Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês) são "completamente infundadas" e que por isso recorrerá do processo interposto em um tribunal de Nova York.

Nova York, 16 abr (EFE).- O Goldman Sachs assegurou hoje que as acusações da Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês) são "completamente infundadas" e que por isso recorrerá do processo interposto em um tribunal de Nova York. "As acusações apresentadas pela SEC são completamente infundadas de fato e de direito, e nos defenderemos deles com determinação para lutar pela entidade e por sua reputação", assegurou o banco em um breve comunicado em resposta ao processo apresentado hoje. Nele acrescenta que "o Grupo Goldman Sachs é uma firma líder em bancos de investimento, valores e gestão de ativos, que oferece um amplo leque de serviços financeiros a uma base substancial e diversificada de clientes, incluindo empresas, entidades financeiras, Governos e pessoas com um elevado patrimônio". Além disso, lembra que a entidade foi fundada em 1869 e que, com sede em Nova York, tem também escritórios em Londres, Frankfurt, Tóquio, Hong Kong e outros grandes centros financeiros do mundo. Esta é a resposta do Goldman Sachs à notícia de que a SEC o acusou de fraude pela opacidade com que comercializou dívida estruturada vinculada a hipotecas de alto risco em abril de 2007. Naquela época, o colapso do mercado hipotecário nos Estados Unidos já mostrava seu início, segundo a SEC, e mesmo assim o Goldman Sachs comercializou instrumentos financeiros vinculados a hipotecas que tinham um alto risco de não serem pagas pontualmente e sem dar a oportuna informação a seus clientes. A excessiva comercialização desse tipo de dívida estruturada foi um dos fatores-chave que contribuiu para a crise de crédito que explodiria alguns meses depois. A SEC, com sede em Washington, acusa a entidade e um de seus vice-presidentes, Fabrice Tourre, de ter "distorcido e omitido informação-chave" acerca dos instrumentos financeiros que estavam comercializando, cuja rentabilidade estavam diretamente vinculada à evolução do mercado das hipotecas subprime. O órgão regulador também acusa o fundo de investimento Paulson & Co, encarregado de colaborar de uma maneira ativa na seleção e estruturação dessa dívida e, portanto, conhecia o risco que ela tinha. Além disso, e sempre segundo o defendido pela SEC, o fundo se dedicou a investir nesses instrumentos, mas o fez em baixa, o que quer dizer que apostava que iam perder valor. Segundo a SEC, a Paulson & Co chegou a pagar US$ 15 milhões ao Goldman Sachs para apostar contra os ativos que ele mesmo tinha selecionado, com a crença de que estes teriam problemas, como ocorreu. O Goldman Sachs nunca informou deste conflito de interesses, do qual era consciente o vice-presidente Tourre, aos clientes aos quais vendeu seus produtos, e que agora dizem ter perdido cerca de US$ 1 bilhão por isso. EFE mgl/ma
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