Washington, 26 abr (EFE).- O presidente e principal executivo da empresa financeira Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, deve depor amanhã perante o Senado dos Estados Unidos e assegurar que sua empresa não realizou apostas contra seus clientes nem especulou com títulos hipotecários, segundo declarações antecipadas à imprensa.

Washington, 26 abr (EFE).- O presidente e principal executivo da empresa financeira Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, deve depor amanhã perante o Senado dos Estados Unidos e assegurar que sua empresa não realizou apostas contra seus clientes nem especulou com títulos hipotecários, segundo declarações antecipadas à imprensa. Blankfein e outros seis executivos antigos e atuais de alta categoria da Goldman Sachs devem comparecer amanhã perante uma audiência da Subcomissão Permanente sobre Investigações do Senado dos EUA, em um momento em que a câmara alta também debate uma extensa reforma financeira. A audiência, a quarta realizada pela subcomissão sobre o assunto, procura analisar o papel dos bancos de investimento na pior crise de Wall Street desde a Grande Depressão, em particular suas atividades no mercado hipotecário. A Goldman Sachs enfrenta acusações por parte da Comissão da Bolsa de Valores dos EUA (SEC, na sigla em inglês), que iniciou uma ação contra a empresa por fraude, alegando que ela enganou seus clientes vendendo títulos de hipotecas que sabia que eram de alto risco e não seriam pagos. Blankfein ressalta em seu testemunho que a reivindicação da SEC, instaurada há dez dias, foi "um dos piores dias de sua vida profissional, como foi para todos na empresa". Além disso, Blankfein enfatiza que sua empresa dependeu de seus clientes durante "140 anos". "Se nossos clientes acham que não merecemos sua confiança, não podemos sobreviver", acrescentou. O presidente da Goldman Sachs também afirmou que a empresa apóia uma transparência maior frente ao público e os reguladores federais, e reconheceu que um erro de sua empresa, outros bancos e das autoridades foi não perceber o risco que o acesso muito fácil ao crédito representava. No sábado, o jornal "The Washington Post" disse que obteve um documento interno da Goldman Sachs segundo o qual a entidade financeira argumenta que não podia saber se os preços dos imóveis subiriam ou cairiam, e que não atuou de forma contrária aos interesses de seus clientes. A especulação com as ações de hipotecas, muitas delas de alto risco, causou uma inflação nos preços dos imóveis entre 2005 e 2007 que, por sua vez, conduziu à pior crise financeira nos Estados Unidos em mais de sete décadas. O fim da "bolha imobiliária" em 2007 causou milhões de execuções hipotecárias, e levou a uma depreciação tal das propriedades que outros milhões de compradores que, a duras penas seguem pagando, estão comprometidos em empréstimos mais altos que o valor atual de seus imóveis no mercado. EFE mp/pb
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