SÃO PAULO - O Goldman Sachs e o Morgan Stanley, os últimos grandes bancos de investimentos independentes em Wall Street, irão se transformar em holdings, sujeitas a uma maior regulamentação. A informação partiu ontem à noite do Federal Reserve (Fed).

Com a alteração, as entidades poderão aceitar depósitos de investidores.

As instituições solicitaram elas mesmas a mudança, ao mesmo tempo que o Congresso e a administração George W. Bush correm para passar um resgate das empresas do setor financeiro da ordem de US$ 700 bilhões.

"O Conselho do Federal Reserve aprovou no domingo as solicitações do Goldman Sachs e do Morgan Stanley para virarem holdings", ressaltou o banco central americano em nota. A aprovação do banco central dos EUA está sujeita a um período de espera de cinco dias para potenciais questões antitruste.

Ao se tornarem holdings, as instituições concordam com regulamentações significativamente mais severas e uma supervisão muito mais próxima de examinadores de bancos de diversas agências do governo e não apenas da Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA).

Agora, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley ficarão mais parecidos com bancos comerciais, com maior transparência, reservas de capital mais elevadas e menos tomada de riscos.

"Nossa decisão de sermos regulados pelo Federal Reserve está baseada no reconhecimento de que tal regulação uma supervisão prudente completa e acesso a liquidez e à obtenção de recursos permanentes", avaliou o diretor executivo do Goldman Sachs, Lloyd C. Blankfein. "Acreditamos que o Goldman Sachs, sob a supervisão do Federal Reserve, será lembrando como uma instituição ainda mais segura, com um balanço excepcionalmente limpo e uma maior diversidade de fontes de financiamento", acrescentou.

Em comunicado, o Morgan Stanley comentou que a mudança no status visa a oferecer "a máxima flexibilidade e estabilidade para buscar novas oportunidades de negócios uma vez que o ambiente financeiro passa por alterações rápidas e profundas".

"(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)"

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