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Goldman Sachs deve publicar primeira perda trimestral de sua história

NOVA YORK - O Banco de negócios americano Goldman Sachs vai dar uma primeira mostra da violência da tempestade financeira nesta terça-feira. A instituição publicará seus resultados do período de setembro a novembro, que devem apresentar as primeiras perdas trimestrais desde a sua entrada na Bolsa, em 1999. O Goldman Sachs será o primeiro grande banco mundial a publicar seus resultados para este período correspondente à crise financeira.

AFP |

Os analistas apostam numa perda por ação trimestral de US$ 3,50  para o prestigiado banco de negócios de Nova York. Há exatamente um ano, o Goldman Sachs registrou um lucro por ação (BPA) de 7,01. Os prognósticos mais pessimistas vão até uma queda de US$ 6 por ação, o que representaria uma perda considerável para o banco, admirado até então por seus colegas por ter conseguido limitar o impacto da crise.

Para todo o exercício encerrado no fim de novembro, o Goldman Sachs deve obter um BPA de US$ 6,70, ou seja, quatro vezes menos que os US$ 24,73  registrados há um ano, segundo os analistas.

Esta esperada degradação dos resultados é a conseqüência de três fatores: perdas nos investimentos imobiliários, desabamento da economia mundial e custo da reestruturação do grupo, que desistiu em meados de setembro de seu estatuto de banco de investimentos para assumir o de holding bancário com o objetivo de se beneficiar do plano governamental de ajuda ao setor financeiro.

Para Mike Mayo, do Deutsche Bank, os ativos imobiliários do Goldman Sachs "devem registrar uma queda de US$ 1,3 bilhão , superior às previsões anteriores, que indicavam uma redução de 500 milhões". Além disso, o contexto econômico "deve reduzir em 43% a rentabilidade do Goldman Sachs em sua principal atividade, os mercados de ações", ressaltou Mayo.

"O Goldman Sachs está se transformando, passando em muito pouco tempo de uma atividade de corretagem a uma de banco. Isso levanta dúvidas sobre sua capacidade futura de arrecadar benefícios e sobre sua exposição ao risco", concluiu o analista.

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