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Goldman Sachs causa aversão a risco e Bolsa cai 1,56%

A sexta-feira foi pautada por uma onda de aversão a risco depois que a SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, acusou o banco norte-americano Goldman Sachs de fraude. Os investidores trataram de vender commodities e ações para se refugiar nos títulos do Tesouro americano (Treasuries), e as Bolsas terminaram o dia em queda.

AE |

A sexta-feira foi pautada por uma onda de aversão a risco depois que a SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, acusou o banco norte-americano Goldman Sachs de fraude. Os investidores trataram de vender commodities e ações para se refugiar nos títulos do Tesouro americano (Treasuries), e as Bolsas terminaram o dia em queda. O índice Bovespa da Bolsa brasileira chegou bem perto de perder os 69 mil pontos no pior momento da sessão, mas conseguiu esboçar recuperação - não a ponto de retomar os 70 mil pontos.

Na mínima do dia, o Ibovespa registrou 69.013 pontos (-2,14%); no fechamento, caiu 1,56%, ainda abaixo dos 70 mil pontos, aos 69.421,35 pontos - menor nível desde os 69.959,58 pontos de 30 de março de 2010. Na máxima, o índice operou estável, aos 70.522 pontos. No mês, a Bolsa passou a acumular perda, de 1,35%, mas no ano ainda acumula ganho de 1,22%. O giro financeiro totalizou R$ 7,697 bilhões. Os dados são preliminares.

A SEC acusou o Goldman Sachs e um de seus vice-presidentes de fraudarem investidores ao declarar falsamente e omitir fatos sobre um produto financeiro ligado a hipotecas subprime (de maior risco de inadimplência) quando o mercado de moradia dos EUA estava começando a apresentar problemas. O Goldman Sachs rebateu as acusações e afirmou que elas são infundadas, mas isso não impediu que seus papéis despencassem em Wall Street (-12,79%).

O Dow Jones acabou em baixa de 1,13%, aos 11.018,66 pontos, o S&P recuou 1,61%, aos 1.192,13 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,37%, aos 2.481,26 pontos. Antes do Goldman Sachs, as Bolsas já operavam em baixa, em reação aos balanços do Google e AMD, além dos indicadores fracos divulgados nos EUA, entre os quais o número de obras de imóveis residenciais iniciadas nos EUA em março (+1,6%, abaixo da previsão de +6,1%) e o índice de sentimento do consumidor preliminar de abril da pesquisa Reuters/Universidade de Michigan (69,5, de 73,6 em março e ante previsão de 75). A Grécia também continuava na mira dos investidores.

A fuga dos ativos de risco em direção aos Treasuries norte-americanos causou uma corrida ao mercado de petróleo, que teve os negócios interrompidos temporariamente na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) aparentemente por causa do excesso de ordens. No final da sessão, o contrato futuro de petróleo com vencimento em maio recuou 2,65%, a US$ 83,24 o barril. O recuo desta commodity ajudou a pressionar para baixo as ações da Petrobras, que ainda sentiram a movimentação em torno do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, além do imbróglio envolvendo a capitalização da estatal por causa do pré-sal. Petrobras ON terminou em baixa de 2,37% e Petrobras PN, de 1,93%. Vale também sentiu a aversão a risco global, com a queda dos metais, e o vencimento de segunda-feira e recuou. Vale ON perdeu 1,38% e Vale PNA, 1,23%.

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