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Goldman Sachs afirma que Brasil está preparado para enfrentar crise

Londres, 3 fev (EFE).- O banco americano Goldman Sachs destacou hoje a força do Brasil para enfrentar a crise econômica mundial, e previu um crescimento de 1% da economia latino-americana para 2009, apesar de as contas da região já terem registrado uma contração no terceiro trimestre de 2008.

EFE |

A entidade, que qualificou o Brasil de "uma jiboia constritora que devorou muita dívida e agora não consegue digeri-la", destacou que o país tem a vantagem de possuir um amplo colchão de reservas internacionais, que, em 2008, eram de US$ 193,8 bilhões, e que se reduzirão em 7,7% em 2009.

As análises foram feitas em Londres pelo brasileiro Paulo Leme, diretor da divisão latino-americana do Goldman Sachs, entidade que realiza na capital britânica sua conferência anual internacional.

Leme desenhou um panorama sombrio do momento econômico, dado que o retrocesso "está acontecendo a uma velocidade sem precedentes", e considerou que a crise atual é a pior desde 1982, quando a América Latina sofreu a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

"Vai haver muitas vítimas entre as grandes empresas", alertou o especialista, que trabalha no banco desde 1993, aonde chegou após trabalhar para o Fundo Monetário Internacional (FMI) durante nove anos.

No painel "Necessidades financeiras externas, ajuste e macropolíticas na América Latina", Leme afirmou que a crise não fez mais que ser anunciada, e que "há muito mais por vir".

"Não há financiamento e há muita dívida", explicou Leme, que destacou o impacto sofrido pelo déficit por conta corrente, que, em 2009, alcançará os US$ 67 bilhões, após vários anos com números positivos para a região.

Isto influirá negativamente nas exportações, que, até agora, foram a fortaleza econômica principal da região.

"Até agora, podíamos sair das crises graças às exportações, mas agora não vai ser assim", afirmou Leme, que lembrou que a forte queda da demanda de matérias-primas nos mercados internacionais está sendo letal para a América Latina.

O problema não vai afetar só as empresas, acrescentou Leme, que considerou que "provavelmente o problema será soberano", porque as dívidas terminarão sendo pagas com dinheiro público, algo que terá um impacto diferente em função do país.

Leme terminou utilizando o termo "colapso" para expressar a situação na qual se encontram os níveis de atividade econômica, produção industrial e vendas a varejo em países de condição tão diversa como Brasil, México, Chile e Colômbia. EFE fpb/db

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