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Gol teve 37% de vôos com atraso no período de festas

SÃO PAULO - A dificuldade de integrar as operações da Varig, num período de intenso movimento nos aeroportos, fez com que a Gol tivesse o maior índice de atrasos em relação a outras empresas durante as festas de fim de ano. Conforme levantamento fornecido ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com base nos dados da Infraero, a Gol encerrou o período das festas com 37,4% dos seus vôos atrasados em mais de 30 minutos, quase o triplo da porcentagem de atrasos registrada pela TAM e o dobro da média das outras companhias aéreas.

Valor Online |

Os números se referem a 67 aeroportos administrados pela Infraero.

Na média entre os dias 19 de dezembro e 4 de janeiro, a TAM teve 12,5% seus vôos atrasados e o restante das empresas - inclui Webjet, OceanAir, Trip e Azul, além de outras brasileiras e internacionais - registraram demora em 16,2% das operações. Em todo esse período de 17 dias, um quinto de todos os vôos decolou pelo menos meia hora depois do horário.

Em entrevista, ontem, ao Valor o vice-presidente de marketing e serviços da Gol, Tarcisio Gargioni, disse que o principal problema da empresa foi a lentidão no atendimento aos passageiros devido às falhas no sistema de check-in. As dificuldades foram geradas pela falta de integração total entre os sistemas da Gol e da Varig. A Gol comprou a Varig em março de 2007, mas as duas empresas só foram autorizadas a fundir todas as suas operações, inclusive a malha de vôos, a partir do segundo semestre do ano passado.

"Existe um cronograma para a integração dos sistemas e ele está sendo cumprido. Até o dia 18 de janeiro, estará completo", diz o executivo, em referência à data estabelecida como limite pela Anac para que a Gol resolva as falhas. Caso contrário, terá novas autorizações de vôo suspensas. Inicialmente, a Gol havia se comprometido a terminar a integração até 19 de dezembro.

Em reunião com a Anac, no dia 26, a empresa citou que seus aviões estavam ficando em solo mais tempo do que o previsto inicialmente. Como a malha aérea de empresas como TAM e Gol prevê linhas com muitas conexões, atrasos em um local podem gerar reação em cadeia. A Anac exigiu que a Gol reveja o tempo de solo necessário para aeronaves nos aeroportos do Galeão e Brasília para adequar sua malha aérea, ou terá seus operações suspensas nesses locais.

Gargioni frisa que a concentração de atrasos foi no Natal - até 60% dos vôos atrasaram entre o dia 19 e 23 de dezembro -, mas que no Réveillon boa parte das dificuldades foi sanada. "Consertamos a falha do sistema, ampliamos a jornada de trabalho dos funcionários nos aeroportos e dobramos de dois para quatro o número de aviões de reserva", diz. No fim do ano, o máximo de atrasos ocorridos foi de 14,7%, no dia 30.

Os atrasos voltaram a crescer nos dias 3 e 4 de janeiro, chegando a quase 28% do total, acima da média de 20% de todas as empresas. "Foram dias específicos, com concentração muito grande de pessoas voltando de todos os lugares. Muitas chegaram ao aeroporto com pouca antecedência para embarcar", afirma Tarcísio.

(Roberta Campassi | Valor Econômico)

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