SÃO PAULO - A Gol, segunda maior companhia aérea do país, registrou um prejuízo líquido de R$ 216,77 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo de maneira brusca o resultado apurado no mesmo período do ano passado, quando a companhia aérea teve um lucro de R$ 157 milhões. A receita operacional líquida total atingiu R$ 1,457 bilhão, um aumento de 26,6% em relação ao resultado apurado no segundo trimestre de 2007.

Pela legislação dos Estados Unidos (USGAAP), a Gol teve um prejuízo de R$ 171,7 milhões de abril a junho deste ano, ante prejuízo de R$ 35,4 milhões no mesmo período do ano passado.

O resultado antes de juros, impostos, amortização, depreciação de aluguel de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 90,4 milhões, ante resultado positivo de R$ 72,2 milhões no segundo trimestre de 2007.

A margem Ebitdar ficou negativa em 6,2%, ante dado positivo de 6,3%um ano antes.

Como a empresa arrenda a maior parte de suas aeronaves, esses gastos representam uma despesa operacional significativa para a companhia.

Na semana passada, a Gol informou que iria reduzir seu plano de frota para os próximos dois anos, numa medida para reduzir custos frente à forte alta dos preços de combustíveis.

Ao mesmo tempo, a agência de classificação de risco Moody's reduziu o rating da empresa.

A companhia aérea informou ainda que não iria pagar dividendos pelo resto de 2008 para liberar caixa para investimentos.

No relatório sobre seus resultados no segundo trimestre, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, voltou a afirmar que as medidas adotadas pela empresa são 'necessárias' para que a companhia se prepare para a próxima fase de crescimento e estão 'alinhadas' com a estratégia de 'expansão rentável baseada na estrutura de baixo custo'.

A agência Moody's reduziu o rating da Gol de 'Ba3' para 'B1' e apontou a perspectiva de novas reduções.

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