A Gol anunciou ontem uma perda líquida de R$ 48 milhões com operações de hedge cambial e de combustíveis. A perda é o resultado da soma entre os ganhos com operações de derivativos de câmbio (hedge) e perdas com hedge de combustível.

A perda líquida será contabilizada no resultado financeiro do terceiro trimestre, previsto para ser divulgado no dia 27.

Em 30 de junho, a companhia possuía hedge de 55% e 19% do consumo de combustível para o terceiro e quarto trimestres, respectivamente, a preços médios de petróleo equivalente a US$ 132 e US$ 133 o barril. "Tais operações foram liquidadas ao longo do trimestre", afirmou a Gol em um comunicado. Depois de chegar próximo a US$ 145, em julho, o barril do petróleo foi negociado ontem em Nova York na faixa de US$ 70.

No terceiro trimestre, a Gol apurou ainda uma perda contábil negativa de R$ 225 milhões, resultado da variação cambial sobre a dívida líquida. Entre julho e setembro, o real desvalorizou 20% em relação ao dólar.

A companhia também atualizou suas projeções para o resultado do terceiro trimestre. A empresa espera uma recuperação da margem operacional, que deve ficar entre -1% a +1%, considerando o padrão contábil norte-americano (US Gaap). A empresa prevê receitas maiores do que a sua última projeção, mas o ganho deve ser ofuscado pelo aumento de custos maior do que o previsto anteriormente.

A empresa teve de desembolsar cerca de R$ 55 milhões com a manutenção de aeronaves que estão em processo de devolução por causa da reestruturação das operações e a fusão das bandeiras Gol e Varig. As novas projeções foram bem recebidas pelo mercado. Em um dia em que o índice Ibovespa caiu 1,01%, e as ações da companhia subiram 4,78%. A perda acumulada da Gol em 2008 é de 76,3%.

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