SÃO PAULO - A Gol espera encerrar o terceiro trimestre deste ano já com lucro líquido, revertendo o prejuízo registrado nos três meses anteriores. Segundo a empresa, um programa de reestruturação, que inclui redução de capacidade, troca de aeronaves e readequação da malha terá impacto positivo sobre o resultado operacional. A expectativa da empresa é obter uma expansão de 33% no yield (receita bruta unitária com passageiros dividida pela quantidade de passageiros pagantes por quilômetro percorrido), para cerca de R$ 0,2600.

Segundo a empresa, seus custos não devem cair substancialmente no terceiro trimestre, uma vez que ela terá gastos com o cancelamento de vôos em rotas deficitárias, assim como por conta da retirada definitiva da companhia de rotas de longa distância. Vamos eliminar algumas rotas deficitárias, onde há excesso de oferta, afirma o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior. Dessa forma vamos buscar um retorno positivo, além de também repassar os aumentos dos custos, acrescentou.

De acordo com a Gol, a prioridade no momento é retornar à lucratividade. Para isso, vale inclusive perder participação de mercado. A intenção é manter as rotas viáveis, melhorando a taxa de equilíbrio (breakeven), deixando a participação de mercado num segundo plano. Nossa prioridade agora é retomar a lucratividade, afirmou Constantino.

O executivo espera para o fim do terceiro trimestre a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que a Gol integre completamente a subsidiária Varig em suas operações. No final de junho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição da Varig, abrindo caminho para a integração das duas empresas.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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