SÃO PAULO - A Gol vai reduzir seu ritmo de expansão de frota. Os altos preços do petróleo e a elevação na concorrência, afirma a empresa, tornaram necessário um ajuste em seu plano de crescimento, que terá velocidade mais moderada. A intenção é manter uma estrutura enxuta de custos.

Seguindo seu novo plano de frota, a Gol decidiu não receber dois aviões Boeing 737-800 que seriam entregues neste ano. Já no ano que vem, ela irá deixará de receber cinco unidades desse mesmo modelo. Assim, até o fim do ano, a Gol espera ter em operação apenas aeronaves da família 737NG, reduzindo a idade média da frota para 5,6 anos. Ao fim de 2012, 65% dos aviões em atividade na empresa serão do modelo 737-800SFP (para pousos em pistas curtas) e terão idade média de 5,5 anos.

Em decorrência disso, a empresa tem a intenção de fechar este ano com uma oferta unitária total (medida em assentos disponíveis multiplicados pelos quilômetros percorridos, ASK) de 41 bilhões ASK. Isso, afirma a Gol, representa uma redução de 5% em relação às metas anteriores, divulgadas no final do ano passado. Dessa oferta total, 32,5 bilhões ASK serão registrados no mercado doméstico, e os 8,5 bilhões ASK restantes, no internacional.

Segundo a empresa, no terceiro e quarto trimestres sua oferta unitária doméstica deverá ser de cerca de 8 bilhões ASK e 8,1 bilhões ASK, respectivamente. Esses valores representam redução de 5% na oferta na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o terceiro trimestre. Já no mercado de vôos internacionais, a intenção é atingir uma oferta unitária de 1,6 bilhão de ASK em cada um dos dois últimos trimestres deste ano.

A Gol afirma que está na fase final de seu plano de substituição das aeronaves Boeing 737-300 e 767-300 mais antigas por modelos 737-800NG e 737-700NG em suas rotas de curta e média distância. Essa troca, além de reduzir a idade média da frota da companhia, colabora para o esforço de contenção de custos, uma vez que esses modelos mais recentes são mais econômicos no uso de combustíveis.

A intenção da companhia, segundo ela, é acompanhar o crescimento do tráfego aérea de passageiros nos mercados que atua. Segundo ela, a demanda doméstica deverá aumentar entre 7% e 8% no ano que vem. Nosso plano de frota permite que atendamos a demanda esperada do mercado de transporte aéreo no Brasil e América do Sul, afirma o vice-presidente de Planejamento e Tecnologia da Gol, Wilson Maciel Ramos.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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