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Gol: 28 anos de estrada

Ele já vendeu quase 5 milhões de unidades no Brasil e acaba de ser renovado. Mas nem sempre a trajetória do Volkswagen Gol foi uma estrada aberta e livre.

Agência Estado |

Ele já nasceu despertando grande expectativa. Em 15 de maio de 1979, precisamente um ano antes de seu lançamento, o JC ainda não existia, mas o Jornal da Tarde flagrou um protótipo - ainda com faróis redondos, do primeiro Passat - em testes secretos e analisou: "O novo Volkswagen é o carro que poderá matar o velho Fusca, a médio prazo."

A missão era ingrata. E parecia impossível quando o carro chegou ao mercado, em 1980. Afinal, só havia um motor na linha: o fraco e, na época, já ultrapassado 1.300 refrigerado a ar, o mesmo do "besouro", com 42 cv.

Mas em fevereiro de 1981, a fábrica lançou para o carro o motor 1.6, ainda a ar, de 56 cv. O desempenho melhorou e as vendas também. Em 1984, um marco na história do modelo foi o lançamento da versão GT 1.8, com ardidos 99 cv. Além de ser um esportivo de verdade, algo raro nas linhas de montagem brasileiras até hoje, foi o primeiro Gol com propulsor arrefecido a água.

Em março de 1986, Wilsinho Fittipaldi avaliou o Gol GT para o JC, ao lado de outros rivais, fazendo mais críticas que elogios. "O desempenho é de regular para bom. A estabilidade é regular, pois carro rola excessivamente. O estilo é totalmente ultrapassado", afirmou o piloto.

Ao menos o último problema foi resolvido no ano seguinte, com a primeira grande reestilização. Que, aliás, foi feita pela metade, pois o painel só mudaria em 1988. Mas esse detalhe não impediu o Gol de se tornar o carro mais vendido do País, já em 1987. Posição que ocupa até hoje.

Em 1989, veio outra versão esportiva que marcou época na indústria nacional, a GTI - o primeiro automóvel feito no Brasil com injeção eletrônica. Em 1991, houve um novo retoque nas linhas do hatch, que ficaram um pouco mais arredondadas.

Parecia um ensaio para o que a Volks chamou de geração 2, de 1994, apelidada de Bolinha. Ela veio em tempo para diminuir o interesse pelo então recém-lançado Chevrolet Corsa. Apesar de manter a base e o motor longitudinal, o carro teve melhorias mecânicas, cresceu em todas as medidas e ganhou espaço interno.

Com a mesma plataforma, o Gol passou por mais duas reestilizações, em 1999 (G3) e 2005 (G5). Na última, foi "depenado" a fim de abrir espaço para o Fox.

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