A General Motors anunciou ontem 600 contratações para as três fábricas do grupo em São Paulo. A montadora pretende ampliar a produção de veículos e peças para atender à demanda neste fim de ano e em 2010.

A empresa informou que dará prioridade a ex-funcionários. No início do ano, ante as incertezas com a crise, a GM dispensou 2,2 mil trabalhadores das unidades de São Caetano do Sul e São José dos Campos (SP) cujos contratos venceram no período.

As novas contratações serão divididas em 250 para a fábrica de São Caetano, 250 para a de São José e 100 para a de Mogi das Cruzes, que produz componentes. Juntas, empregam cerca de 18,8 mil funcionários. Somando a filial de Gravataí (RS), são 21 mil trabalhadores.

"Nossa expectativa é a de atingir recorde de vendas neste ano", disse, em nota, o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto. Em 2008, a GM vendeu 548,9 mil veículos - sua melhor marca -, mas este ano pretende superar 600 mil unidades. Em julho, a GM anunciou investimentos de R$ 2 bilhões para o lançamento de nova família de veículos em 2012, e a expansão da capacidade da fábrica de Gravataí para 380 mil unidades anuais.

A indústria automobilística vem recuperando vagas desde julho, após um corte de 7,3 mil no primeiro semestre. O setor encerrou outubro com 121,8 mil empregados, 5 mil a menos do que tinha no fim de 2008. Os fornecedores de autopeças também acenam para uma recuperação e, em setembro, contrataram 900 pessoas, somando 198,9 mil, ante 203,4 mil em janeiro.

VOLKSWAGEN
Os trabalhadores dos três turnos da unidade da Volkswagen de Taubaté (SP) rejeitaram, em assembleia na terça-feira, a proposta final da montadora de participação nos lucros e resultados (PLR). O valor proposto ficou entre R$ 6,3 mil e R$ 9,5 mil. No ano passado, o acordo fechado foi de R$ 6.750, em duas parcelas. A primeira parcela da PLR deste ano, paga em maio, foi de R$ 3,5 mil.

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