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GM reduz projeção de receita no Brasil

SÃO CAETANO DO SUL - A filial brasileira da General Motors, que ainda tenta ajudar financeiramente a matriz, já reduziu a expectativa de receita para este ano dos R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões previstos para R$ 9,5 bilhões. Fizemos a projeção com base em um mercado maior , explica o presidente da companhia no Brasil e no Mercosul, Jaime Ardila.

Valor Online |

Apesar de se preparar para fechar em 2008 o ano mais lucrativo da sua história no país (a empresa não revela os números), a filial que a GM tem no Brasil há 84 anos também começa a se programar para dias piores.

O dinheiro que os governos federal e do Estado de São Paulo injetaram para irrigar os financiamentos de veículos no país levará alguns meses para atender a toda a necessidade de crédito do setor, segundo prevê o executivo. Para Ardila, o mercado de automóveis deverá continuar deprimido durante o primeiro trimestre de 2009. Por outro lado, o executivo se entusiasma com os primeiros sinais de recuo nas taxas de juros.

A queda na receita prevista pela empresa já neste ano levará a uma conseqüente diminuição nas despesas. Segundo Ardila, os gastos no país dependem diretamente do faturamento. "Tínhamos um objetivo agressivo porque esperávamos uma receita mais elevada."
Os investimentos estão, por outro lado, totalmente preservados, afirma. A empresa está construindo uma fábrica de motores em Santa Catarina e tem planos de novos projetos de automóveis para as fábricas de São José dos Campos e Argentina. Ardila diz que "a companhia não pode colocar em risco o desenvolvimento de produtos nas regiões onde vem obtendo lucros" . A GM do Brasil tem US$ 1,5 bilhão de investimentos em curso.

Além disso, Ardila diz que a GM do Brasil vai, no primeiro trimestre de 2009, apresentar à matriz um projeto de desenvolvimento de dois novos veículos para 2012 que exigirão o investimento adicional de US$ 1 bilhão. Esses recursos sairiam da filial. Mas a direção mundial precisa aprovar o projeto.

Numa entrevista convocada para tratar da profunda crise financeira por que passa a matriz, nos EUA, a direção da GM tentou descolar as atividades da operação brasileira de toda a aflição financeira que poderá levar uma empresa de 100 anos à bancarrota. Segundo Ardila, a subsidiária do brasileira "não tem qualquer dependência financeira da matriz".

"No Brasil tivemos um bom 2006, um excelente 2007 e teremos um excepcional 2008", disse. Ardila. Quando questionado sobre eventuais receios dos compradores de carros da marca em relação ao futuro da empresa nos Estados Unidos, Ardila disse que a empresa não sentiu nada nesse sentido entre seus consumidores. "Nossos clientes entendem que são empresas diferentes", disse.

A GM do Brasil mantém a política de enviar dividendos à matriz, disse o presidente da empresa. Ele não revelou valores, mas garantiu que o percentual dos lucros da operação brasileira remetido aos Estados Unidos obedece às regras do Banco Central.

O executivo lembrou ontem a época em que a subsidiária brasileira teve de ser socorrida pela matriz. Ele apontou principalmente os "difíceis" anos de 2002, 2003, 2004 e até 2005. "Tivemos perdas significativas e recebemos ajuda da matriz. Se me perguntam se agora a GM do Brasil vai ajudar a matriz eu respondo: sem dúvida!"

Em mais um capítulo das suas dificuldades, a GM desfez-se ontem da participação remanescente de 3% na Suzuki por quase US$ 230 milhões. Segundo a GM, a movimentação foi tomada por "acordo mútuo".

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