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GM pede 30 bilhões de dólares ao Tesouro e a Chrysler, 5 bilhões de dólares

A empresa General Motors poderá pedir até 30 bilhões de dólares em empréstimos ao Estado até 2011, e quer reduzir seus efetivos em todo o mundo em 47.000 empregados ainda este ano.

AFP |

"Se o novo e ainda mais desanimador cenário da queda da demanda ocorrer, a GM precisará de mais ajuda federal, estimada, atualmente, em 7,5 bilhões de dólares, que poderiam chegar a um total de 30 bilhões de dólares em fundos do governo até 2011", indicou a GM em seu plano de reestruturação, apresentado nesta terça-feira ao departamento do Tesouro americano.

Já o fabricante sueco de automóveis Saab, propriedade da General Motors, poderia pedir a concordata "talvez ainda este mês" se o gigante americano não obtiver apoio financeiro por parte do Governo em Estocolmo, anunciou a GM nesta terça-feira.

A Chrysler anunciou nesta terça-feira que precisará de 5 bilhões de dólares de recursos públicos, além dos 4 bilhões de dólares já liberados pelo governo, para sobreviver, sem ter que pedir concordata, segundo as linhas de seu plano de reestruturação apresentado também nesta terça-feira ao departamento do Tesouro americano.

A Chrysler prevê para este ano reduzir seus custos fixos em 700 milhões de dólares, suprimir 3.000 postos, paralisar a produção de três modelos, reduzir sua capacidade de produção da ordem de 100.000 veículos, e vender 300 milhões de dólares em ativos.

Em suas últimas semanas, o governo Bush concedeu 17,4 bilhões de dólares às montadoras. A GM deveria receber os quatro últimos bilhões deste pacote nesta terça-feira.

Em relação a produtos, A Chrysler assegurou poder lançar 24 novos produtos em 48 meses e introduzir carros elétricos no mercado.

Paralelamente, o sindicato dos trabalhadores do setor automotivo UAW, United Automobile Workers, confirmou nesta terça-feira ter chegado a acordos preliminares com as empresas General Motors, Ford e Chrysler, para ajudá-las a se reestruturar.

"A UAW chegou a um acerto provisório com a Chrysler, a Ford e a General Motors para modificar os acordos nacionais de 2007", declarou o presidente do sindicato Ron Gettelfinger, citado num comunicado.

"As modificações vão ajudar essas empresas nas dificuldades que enfrentam", acrescentou Gettelfinger.

A declaração foi divulgada no mesmo dia em que a Chrysler e a General Motors se empenhavam para justificar os milhares de dólares recebidos do governo.

Uma revisão das condições de emprego dos trabalhadores dessas empresas é percebido como uma condição sine qua non para sua reestruturação e recebimento de ajuda pública.

A Ford, que não pediu um auxílio de urgência ao governo até o momento, está também passando por grandes dificuldades financeiras e comprometida com o processo de reestruturação.

A UAW recusou-se a dar detalhes sobre as reformas examinadas em suas convenções coletivas, à espera de sua ratificação.

Com seus relatórios, que precedem uma apresentação mais completa esperada para até o dia 31 de março, a GM e a Chrysler devem convencer Washington dos progressos realizados.

A Casa Branca pressinou a GM e a Chrysler, no final de semana, através das declarações do conselheiro David Axelrod sobre a urgência de reestruturações "substanciais".

O governo Obama também mudou de opinião sobre a nomeação de um único representante federal encarregado do setor automotivo, preferindo uma equipe de especialistas que será conduzida pelo secretário do Tesouro Timothy Geithner, ao lado do conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Summers.

Na Bolsa de Nova York, a ação da GM perdia 12,80% a 2,18 dólares.

aa-sd/ap

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