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A General Motors informou ontem nos Estados Unidos, durante a primeira conferência global de negócios realizada neste ano, que vai lançar 70 carros em mercados internacionais até 2014, entre modelos novos e renovações

A General Motors informou ontem nos Estados Unidos, durante a primeira conferência global de negócios realizada neste ano, que vai lançar 70 carros em mercados internacionais até 2014, entre modelos novos e renovações. Um dos veículos apresentados a 200 analistas e potenciais investidores é um utilitário esportivo (SUV) totalmente desenvolvido pelo centro tecnológico de São Caetano do Sul (SP). A imprensa não teve acesso às fotos. No fim de maio, o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, disse que a empresa desenvolve um veículo mundial que será lançado em 2012. Além do Brasil, será produzido na Indonésia e em outro país da Ásia. Provavelmente, é o SUV apresentado ontem que, no País, vai competir com o Ford EcoSport. Ardila, que amanhã assume a presidência da GM América do Sul, participou ontem da conferência - um preparativo para a venda, no fim do ano, de parte das ações da empresa em poder do governo americano. Seu posto será ocupado pela americana Denise Johnson. Ela se reportará a Ardila que, por sua vez, irá responder diretamente ao presidente mundial do grupo, Ed Whitacre. Ontem, o vice-presidente global da GM, Tom Stephens - que apresentou alguns dos novos carros a investidores de Wall Street -, disse que "os novos produtos e a forte demanda nos mercados emergentes são cruciais para o crescimento da companhia". De acordo com analistas internacionais, metade do crescimento das vendas globais de automóveis até 2014 virá do Brasil, Rússia, Índia e China. No ano passado, esses mercados responderam por 52% das vendas da GM. Em fevereiro, o presidente de Operações Internacionais da GM, Tim Lee, visitou o centro tecnológico do Brasil e afirmou ter constatado que, dos 16 carros que estão sendo projetados para futuro lançamento, "75% poderão ser vendidos em vários países". Disse ainda que o Brasil, terceiro maior mercado da marca, tem papel importante na estratégia da GM de voltar à lucratividade. Em 2009, após sair da concordata, a matriz reestruturou suas operações e criou a "nova GM".

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