Toronto (Canadá), 28 jul (EFE) - A General Motors e o sindicato Canadian Auto Workers (CAW) chegaram a um acordo para reduzir o impacto do fechamento da fábrica de montagem de caminhonetes que a fabricante de automóveis tem em Oshawa, no Canadá. Em junho, a GM anunciou o fechamento da fábrica e a eliminação de 2.600 postos de trabalho sem consultar o sindicato.

Poucas semanas antes, a GM e o CAW tinham assinado um novo convênio coletivo que assegurava o futuro de Oshawa, por isso o anúncio do fechamento da fábrica foi duramente criticado pelo sindicato.

Durante 12 dias, a central sindical bloqueou as sedes sociais da GM no Canadá.

O novo acordo entre a empresa e o sindicato, confirmado hoje pelo presidente do CAW, Buzz Hargrove, inclui aumentar o número de modelos que serão montados em uma nova fábrica de automóveis que a companhia está construindo em Oshawa.

Além disso, durante quatro anos a GM pagará os salários aos empregados com 26 anos de tempo de trabalho da unidade de caminhonetes de Oshawa para que possam ter direito a aposentadorias antecipadas.

Mais detalhes serão divulgados ao longo do dia, quando o acordo será anunciado oficialmente.

Na nova fábrica de Oshawa - que poderá se adaptar com facilidade para produzir diferentes tipos de modelos-, a GM começará a fabricar no final de ano o novo Chevrolet Camaro. A unidade também produzirá outro veículo, ainda não determinado.

Graças ao novo acordo com o CAW, a GM aceitou produzir outros dois novos veículos, o que possibilitará que parte dos empregos eliminados da fábrica de caminhonetes seja transferida à nova unidade. EFE jcr/db

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