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GM estuda cortar empregos e marcas para enfrentar a crise

A General Motors pode se livrar de algumas marcas, acelerar a introdução de carros pequenos em outros mercados e fazer novos cortes de empregos da área administrativa enquanto tenta lidar com a queda do mercado automobilístico americano. Uma fonte familiarizada com os debates da empresa disse ontem que todas as opções estão sendo consideradas enquanto a GM tenta administrar a dramática mudança nos hábitos de compra do consumidor, que abandona as caminhonetes em favor dos carros híbridos.

Agência Estado |

As ações da GM caíram brevemente durante a tarde de ontem, chegando a US$ 9,92 e igualando o seu valor mais baixo desde 13 de setembro de 1954. Posteriormente, as ações voltaram ao preço de US$ 10,12 idêntico ao fechamento do dia anterior. No ano passado as mesmas ações eram negociadas ao preço de até US$ 43,20.

A GM anunciou no mês passado que fecharia quatro fábricas de caminhonetes e utilitários esportivos e aumentaria a produção de diversos modelos existentes. As suas vendas caíram 16,3% em relação ao ano passado.

Futuros cortes de empregos poderiam ser considerados pelo Conselho de Administração da GM na reunião do início de agosto, relatou o Wall Street Journal.

A porta-voz da empresa, Renee Rashid-Merem, não quis comentar potenciais cortes de empregos e de marcas, mas disse que a empresa vai tomar medidas radicais se o mercado piorar. "Se as condições persistirem ou se deteriorarem, então continuaremos a tomar medidas agressivas."

O preço das ações da GM desabou até o seu valor mais baixo em 54 anos, US$ 9,96, na quarta-feira, após o analista John Murphy, do Merrill Lynch, ter escrito em relatório aos investidores que uma falência da GM "não seria impossível se o mercado continuar a se deteriorar e não for arrecadado significativo capital adicional". No dia seguinte, o analista Himanshu Patel, do JPMorgan, chamou os medos de falência de exagero, mas previu que a GM tenha de gastar US$ 18 bilhões em 2008 e 2009 enquanto enfrenta uma depressão nas vendas americanas.

A GM dispõe de US$ 24 bilhões em dinheiro e US$ 4,6 bilhões em créditos, disse, de modo que não precisa arrecadar dinheiro imediatamente. Mas ele previu que a GM tentará arrecadar US$ 10 bilhões no terceiro trimestre através da hipoteca de marcas, operações internacionais e outros bens.

Os críticos disseram que a GM ainda tem gordura para queimar no setor administrativo, apesar dos cortes feitos recentemente. No ano passado a GM chegou a 32 mil funcionários no setor, menos do que os 44 mil registrados em 2000. Eles também dizem que o custo de engenharia, fabricação e marketing é muito alto para que a GM possa manter suas oito marcas.

Analistas sugerem o corte ou a venda das marcas Buick, Saad ou Saturn. A GM já estuda a venda da Hummer. Os grandes jipes não são o produto certo no momento em que o litro de gasolina custa US$ 1,05.

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