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GM e demitidos não chegam a acordo no TRT

SÃO PAULO - O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou que terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada hoje no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região de Campinas, com a General Motors, quando foram discutidas as 802 demissões feitas pela montadora no último dia 12. Frente ao impasse, o desembargador determinou que o processo irá a julgamento. Mas antes será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho, que deverá se manifestar sobre o assunto por escrito antes de a liminar ser apreciada.

Agência Estado |

 

Durante a audiência, o sindicato propôs que as demissões fossem revertidas e os trabalhadores mantidos sob licença remunerada. Conforme o sindicato, o juiz relator Lorival Ferreira dos Santos, da seção de dissídios coletivos do tribunal, mostrou-se favorável à ideia, argumentando que a diferença entre os custos das rescisões e a manutenção dos empregos sob licença remunerada é muito pequena, frente ao grande desgaste da imagem da empresa causado pelas demissões.

Em nota, o sindicato afirma que a GM se manteve intransigente e não recuou. "A empresa citou nominalmente empresas que fizeram um número ainda maior de demissões, por conta da crise econômica."

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