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GM e Chrysler pedem US$ 21,6 bilhões para sobreviver

Em meio a uma real ameaça de falência, a General Motors e a Chrysler fizeram ontem um pedido adicional de US$ 21,6 bilhões ao governo americano. As empresas apresentaram planos de reestruturação que preveem a demissão de 50 mil funcionários em todo o mundo até o fim deste ano.

Agência Estado |

A GM, que vem sobrevivendo graças a uma ajuda de US$ 13,4 bilhões do governo em dezembro, agora diz que precisa de mais US$ 16,6 bilhões. A empresa diz que ficará sem caixa caso a ajuda não seja liberada até março. A Chrysler, que recebeu US$ 4 bilhões em dezembro, ontem pleiteou mais R$ 5 bilhões. No fim do ano passado, havia pedido US$ 7 bilhões.

O plano de reestruturação da GM, com cem páginas, foi colocado no site do Departamento do Tesouro. A montadora informa não ter chegado ainda a um acordo com acionistas e sindicatos de trabalhadores para reduzir uma dívida de US$ 47 bilhões, mas vai trabalhar para isso até o fim de março.

A montadora apresentou um plano de redução de despesas que prevê o corte de 47 mil funcionários até o fim do ano, com o fechamento de cinco fábricas nos Estados Unidos até 2012. O plano prevê mais 20 mil demissões até 2012, a maioria antes desse prazo. A empresa anunciou ainda que pretende parar de produzir os modelos da linha Saturn até 2011. O presidente da GM, Rick Wagoner, também antecipou que, até 31 de março, a empresa deverá decidir se vai vender ou reduzir a produção do modelo SUV Hummer.

De acordo com a GM, um eventual pedido de recuperação judicial demandaria mais de US $ 100 bilhões em financiamento, que teria de ser providenciado pelo governo americano. Em dezembro, a GM disse que precisaria de uma ajuda de US$ 18 bilhões. Somado ao que já recebeu, o total do socorro chegaria a US$ 30 bilhões.

As montadoras justificaram o aumento dos pedidos de ajuda financeira com números que mostram a deterioração das vendas. Pelas novas previsões da Chrysler, a venda de veículos novos nos Estados Unidos este ano deve chegar a 10,1 milhões de unidades, o menor nível em quatro décadas.

Pelo plano da Chrysler, a companhia se compromete a reduzir a produção em 100 mil unidades, com o corte de custos fixos de US$ 700 milhões em 2009. A empresa pretende levantar US$ 300 milhões com a venda de ativos que não produzem receita e se comprometeu a pagar as dívidas com o governo até 2012. A Chrysler também afirmou ter conseguido fechar acordos com sindicatos de trabalhadores, revendedores, fornecedores e bancos.

Ontem a Casa Branca informou que vai analisar cuidadosamente os planos de sobrevivência entregues pela GM e pela Chrysler, mas deixou claro que vai exigir mais das empresas e de seus acionistas.

"Está claro que, para avançar, é preciso mais de todas as partes envolvidas: credores, fornecedores, os próprios funcionários e executivos, para garantir a chance de que essas companhias sigam adiante", disse o porta-voz Robert Gibbs, em comunicado.

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